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Copiar e compartilhar não é roubo

Olá lindos e lindas do Senshi!

Bem, com todo o falatório que vem sendo feito sobre pirataria, download de arquivos, direitos autorais, ficou em pauta a figura do ‘downloader-fã’ (sim eu criei a expressão agora) aquele que baixa para consumo próprio, encaminha o que gosta para os amigos, compartilha material nas redes sociais e não quer ganhar dinheiro com isso, acredito que baixar músicas e filmes não demonstra nada mais que interesse e aprovação pelo trabalho do artista, de forma que essa figura não deveria ser vista como vilã da história. Infelizmente a indústria pensa de outra forma, continua agindo com censura e rigidez, com seus artistas multimilionários, álbuns caros e shows quase inacessíveis, o acesso à arte – que já não era fácil- está cada vez mais difícil.

Enfim, há algum tempo amigo havia me mostrado um vídeo que expressa de maneira simples e mega criativa essa relação cópia-roubo.

Dêem uma olhada.

O vídeo “Copiar não é roubo”, é uma animação de Nina Paley para o projeto questioncopyright.org

Gilberto Gil não gostou da SOPA.

Três coisas chamam a atenção do público virtual para o grande Gilberto Gil. A primeira são as suas músicas maravilhosas:

A segunda são os vídeos em que ele está, digamos, “alterado”:

A terceira diz respeito ao seu posicionamento quanto à liberdade de conteúdo na internet. Gilberto Gil é um grande defensor da liberdade de software e de conteúdo. Participou do projeto Ceative Commons, notório projeto de copyleft, com o seu álbum Oslodum. Esse projeto (Creative Commons) mostrou ser um avanço significativo na mentalidade dos produtores de conteúdo e um pioneirismo frente às antigas práticas de “cercamento de muro” que os desenvolvedores de conteúdo adotavam. Saiba mais sobre o projeto com esse vídeo:

No Fórum Social Mundial de 2005 citado no vídeo, Gilberto Gil que era um dos participantes,  posicionou-se da seguinte forma, quanto à liberdade virtual:

  “A batalha do software livre, da Internet livre e das conexões livres vão muito além delas, de seus interesses. É a mais importante, e também a mais interessante, e a mais atual das batalhas políticas. Claro que há uma revolução francesa, ou várias Revoluções Francesas, a fazer no planeta, seja dentro dos países, seja no comércio internacional. Ainda nos defrontamos não apenas com discursos do século XIX, mas também com realidades do Século 19. Mas não podemos secundarizar o presente. E o futuro.”

E quando todos começavam a acreditar que a mentalidade do mercado finalmente havia amadurecido nesse sentido, surge a SOPA ( Stop Online Piracy Act) um projeto de lei estilo “muro cercado” radical que prevê a capacidade real dos proprietários  intelectuais retirarem do ar sites que violem seu conteúdo.

Hoje de manhã, logo que li as noticias sobre o SOPA, corri imediatamente para o site do Gil e me deparei com a seguinte imagem:

A campanha #SOPAblackoutBR visa tirar do ar os sites voluntariamente  das 8:00 às 20:00 horas para mostrar como esses projetos de lei podem ser prejudiciais ao usuário. A campanha luta a favor da liberdade e não da pirataria como todos deixam bem claro. Muitos estão aderindo com a hashtag  #SOPAblackoutBR  no Twitter.

Acredito que ninguém tem mais propriedade para falar dos retrocessos contra a liberdade virtual no Brasil que Gilberto Gil, artista e ex-ministro da Cultura, que foi citado em matéria do New York Times com o título “Gilberto Gil hears the future, onde ele defende a posição de liberdade intelectual alinhada a políticas governamentais. Gil, um gerador de conteúdo veterano, teve a visão de que a primeira liberdade a ser cerceada é a da cultura, logo depois dela virão todas as outras e a internet deixará de ser o espaço livre e poderoso que está revolucionando as nossas vidas.

Coletivo Senshi só existe enquanto blog pela liberdade de conteúdo e apoia totalmente a luta contra a censura.