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O Pioneiro em Saltos da Estratosfera (e sem Red Bull)

mundo inteiro ta comentando o salto de 120.000 pés (+/- 39km) de Felix Baumgartner, todos super impressionados e empolgados, acontece que há 52 anos um homem saltou de paraquedas de uma altura de mais de 100.000 pés (cerca de 32km) sem nem metade 

Joseph Kittinger nasceu em 1928 e é um astronauta que trabalhou em projetos de balões de hélio para a força aérea norte americana, ficou famoso por participar do projeto Excelsior testando o sistema Beaupre de paraquedas para saltos de grandes altitudes e a velocidades supersônicas. Durante o Projeto Excelsior Joseph saltou nada menos que três vezes da estratosfera. Sim amiguinhos, TRÊS VEZES, há mais de 50 anos. chupa essa Felix   E isso sem metade do aparato tecnológico que Felix teve o que, com certeza, requer muito mais coragem.

 

Em seu primeiro salto Joseph foi parcialmente sufocado pelas cordas do paraquedas e quase morreu, no terceiro salto, durante a subida, o piloto começou a sentir uma forte dor na mão direita causada por uma falha em sua luva de pressão. Aparentemente, a luva falhou devido a uma rachadura na linha de oxigênio o que causou um dano permanente em sua mão por conta da despressurização e das baixas temperaturas que enfrentou. O detalhe é que ele percebeu o problema na luva durante a subida e não quis relatar pra não estragar a missão. Corajoso nada né?

Esse último salto foi de um balão de hélio de uma altitude de 31,3 quilômetros (102.800 pés), no ano de 1960. Ele ficou em queda livre por 4 minutos e 36 segundos  antes de abrir seu pára-quedas a 5.500 metros do chão. O tempo total do salto foi de 13 minutos e 45 segundos e o piloto foi exposto a temperaturas de até -70 Celsius.

Naquele momento foram batidos os recordes de:

  • maior altitude alcançada por um balão,
  • maior altitude de um salto de paraquedas,
  • maior salto em queda livre
  • maior velocidade atingida por um homem através da atmosfera.

Seus recordes permaneceram intactos até esse final de semana, nada menos que 52 anos. Além disso, os recordes só foram batidos com a ajuda do próprio Joseph Kittinger que foi integrante de honra da equipe do projeto “Red Bull Stratos”, atuando como consultor, treinador e principal contato de rádio entre o solo e a cápsula onde se encontrava Felix Baumgartner. Em uma palavra, respeito.

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Senshi Sports – Um pouco sobre o All Blacks.

Quando você procura algo sobre rugby e acha isto aqui:

Mas que p@##a é essa? Sério neozelandeses, o que significa isso aí? Uma auto-afirmação de virilidade incondicional? Uma brincadeira violenta e um tanto quanto imatura?  Não, trata-se de um haka, Uma provocação e um grito de guerra Maori para desafiar os adversários da Seleção Neozelandeza de Rugby (mais conhecidos como os All Blacks). O haka Ka Mate , algo como:

Ka Mate,ka mate! Ka ora, ka ora!

Ka Mate, ka mate! Ka ora, ka ora!

Tenei te tangata puhuruhuru

Nana nei i tiki mai whakawhiti te ra

A, upane! Ka upane!

A, upane, ka upane, whiti te ra!

Que traduzindo dá algo como:

Eu posso morrer, eu posso morrer! Eu posso viver, eu posso viver!

Eu posso morrer, eu posso morrer! Eu posso viver, eu posso viver!

Este é o homem peludo que trouxe o Sol e o faz brilhar!

Um passo pra cima, outro passo pra cima!

Um passo pra cima, porque o Sol brilha!

Este canto surgiu depois que um exército guerreiro Maori liderado por Te Raupahara escapou de uma tribo rival num esconderijo. Eles foram salvos por um líder tribal amigável (o homem peludo), que abriu a porta do esconderijo mostrando a saída (o Sol que brilha). O canto então é uma alusão direta aos antigos costumes dos guerreiros Maori.

O chefe tribal Te Raupahara.

Cultura é bacana, mas e o rugby?

 O rugby tal como nosso futebol  é um esporte bretão. O rugby fez um sucesso imenso nas ex-colônias inglesas, tais como a África do Sul, a Austrália e a Nova Zelândia. Este esporte teria surgido com uma jogada irregular no futebol tradicional, quando um esperto tentou  correr com a bola de futebol nas mãos. O jogador seria do colégio Rugby e aí o nome e a modalidade pegaram.

O esporte evoluiu e criou regras bem específicas de campo (com as famosas jardas em que os jogadores avançam) com 15 jogadores dispostos em linha reta com funções bem específicas. Deixo para as meninas explicarem melhor as regras do rugby:

Quanto ao All Blacks, a Seleção Neozelandeza de Rugby ganhou este apelido depois que um jornal os chamou de All Backs ( Todos na retaguarda). O nome foi interpretado incorretamente e os Blacks foram assimilando o apelido até nos uniformes pretos. Eles são sem sombra de dúvida a melhor equipe de rugby que há. Desde a conquista da primeira Copa de Rugby, em 1987 até hoje. Título este que o time voltou a ganhar em 2011. A principal disputa no rugby consiste na Copa Tri Nations, disputada entre Austrália, Nova Zelândia e África do Sul.

Uniforme dos All Blacks

E quem é o grande nome do Blacks?

Provavelmente estaremos falando de Jonah Lomu. Com seus 1,96 metros e seus 119kg, o neozelandês foi o mais jovem jogador a integrar o Blacks (com 19 anos) e desde então tem sido o jogador de maior destaque do time, quase  uma estrela global. Lomu ficou famoso na posição de wing (finalizador de jogadas) do rugby. Ele se aposentou em 2007 mas deixou uma legião imensa de fãs pelo mundo. Seu avanço de pura força física era conhecido como o “Tongan ‘sidestep” que era irrefreável :

 Outros grandes destaques são Dan Carter, o maior pontuador e um dos melhores fly-half do rugby (o fly-half é o primeiro a receber a bola em disputa):

E também vale um destaque para o Fullback Doug Howlett:

Mas alguém tá se importando? Espero que sim!

E eu relembro da campanha da Topper sobre Rugby:

Vale lembrar que a Topper não está de sacanagem, ela patrocina as equipes de rugby nacionais masculina e feminina desde 2009, fornecendo os uniformes. O rugby tem se tornado cada vez mais popular em nosso país, ainda que isto seja muito pouco, mas vai que rola? Se um dia rolar, veremos gente com a camisa do All Blacks nas ruas ao invés do Barcelona.

Gustota Ka mate, ka mate,  ka ora, ka ora! 

Senshi Sports – Anderson Silva e o Huka-Huka.

Olhe para qualquer lado, ligue o computador ou a televisão, e  você verá  a cara de Anderson Silva. Desde a vitória sobre o até então imbatível Rich Franklin no UFC 64, garantindo assim o cinturão dos pesos-médios (até 84 kg), Anderson Silva foi amadurecendo como lutador e ganhando cada vez mais e mais destaque  na mídia e no imaginário popular.  Anderson é o garoto-propaganda do UFC em nosso país. As campanhas massivas de marketing feitas com o lutador tem popularizado o MMA e tirado a sua imagem de “rinha humana” que a luta possui com o público comum, tornando a luta o segundo esporte mais popular do Brasil.

Entre as suas peripécias, podemos destacar a participação no videoclipe da cantora Marisa Monte:

E numa campanha publicitária de sucesso do Burger King:

O lutador também lançou um livro, em que ensina através de fotografias,150 técnicas de luta:

Não obstante, mesmo com tamanha exposição na mídia, lança o documentário Anderson Silva: Como água, mostrando a preparação para a luta contra Chael Sonnen e um pouco de sua vida pessoal.

A empresa responsável por sua carreira e sua imagem na mídia é a 9ine de Ronaldinho (o fenômeno), que também agencia atletas como Neymar e o cantor Luan Santana. A agência organiza as campanhas publicitárias de Anderson e recentemente criou uma extremamente curiosa para divulgar o Amazoo, açaí que patrocina o lutador e vários outros atletas das artes marciais mistas:

A campanha mostra Anderson Silva visitando a aldeia dos índios Kamayurás na reserva do Xingu. A proposta de ter o melhor lutador brasileiro da atualidade praticando uma arte marcial ancestral é sensacional à primeira vista, mas peca seriamente em vários fatores. Primeiro, parece mais preocupada em divulgar a marca e o lutador que a tradição indígena. Segundo, por dar pouca importância para a luta, sem explicar as regras do esporte.

O huka-huka é uma forma de wrestilng em que os jovens disputam valores como força, virilidade e liderança. Os dois lutadores começam ajoelhados. O dono da luta, normalmente um chefe tribal ou grande lutador chama os lutadores pelo nome no centro da arena. Os dois andam de joelhos em sentido horário até se entreolharem e a luta começar efetivamente. A vitória consiste em derrubar o adversário por meio de takedowns com as costas no chão, areremesá-lo para fora do ringue ou tocar a parte anterior do joelho. A luta está ligada à ritos de passagem e acontece durante o chamado Quarup,  festival em que os indígenas do Xingu homenageiam os mortos ilustres.

Os Kamayurás são um povo ameaçado, como quase todas as tribos indígenas, sem espaço para o progresso do homem branco civilizado. Sua cultura é ameaçada não só pela perda de espaço, mas também recentemente, com a Usina de Belo Monte e o Novo Código Florestal que ameaçam o pouco que os índios conquistaram. Podemos observar a manifestação e revolta em índios como Kuana Kamayurá, que em nada mostra o comportamento passivo da campanha da 9ine:

Mesmo não sendo o objetivo principal da marca, você não deve simplesmente apresentar uma cultura milenar sem antes estudá-la para melhor apresentar sua cultura ao público. Talvez documentário sobre a tribo, fazendo Anderson Silva viver de fato com eles por período de tempo, treinando com os indígenas e conhecendo a rotina da tribo fosse o caminho ideal. Este formato foi utilizado com sucesso no programa Fight Quest (no Brasil, Mestres do Combate), que divulgou as lutas situando-as em sua cultura e conhecendo a sua forma de treinar:

Anderson está com a sua luta confirmada, novamente contra Chael Sonnen, em Las Vegas no UFC 148, no dia 7 de julho de 2012. Até lá veremos o talentoso Anderson brilhar em outras campanhas publicitárias e trazendo mais prestígio para o esporte. Talvez veicular um mini-documentário sobre  a luta e a cultura fosse o caminho ideal, como o programa Fight Quest fazia:

Gustota  gostaria de ver um lutador de huka-huka no UFC.

Senshi Sports – Nova sessão.

Hoje começa a novíssima coluna esportiva do Senshi, todas as quartas -feiras aqui na página do Coletivo.

Senshi Sports irá tratar não de esportes diretamente, mas de todo o universo que permeia este mundo, os bastidores, os personagens, as histórias e os fãs.

A gana do esporte.

Para estrear a coluna, eu gostaria de falar sobre a gana do esportista, aquilo que o define, o quanto ele deseja ser um ser humano de destaque naquilo que ele fará e que nenhum outro conseguirá atingir. Acredito que algo que define bem o espírito dos esportes é o discurso do “pastor hip-hop” Eric Thomas para um time de basquete:

“Você não se importa com nenhum jogo de basquete, sobre o que está na tv ,você não se importa com ninguém ligando para você, te chamando para  uma festa. A única coisa que você se preocupa quando você está tentando respirar é obter algum ar fresco.
E quando você chegar ao ponto onde tudo que você quer fazer é ser bem-sucedido tanto quanto você quer respirar, você será bem sucedido pra valer.
E eu estou aqui para vos dizer, primeiro, que a maioria de vocês dizem que querem ser bem-sucedidos, mas vocês não o querem pra valer. Vocês só meio que querem. Vocês não querem tanto quanto vocês querem uma festa, vocês não quer querem tanto quanto vocês querem ser legais.
A maioria de vocês não querem o sucesso tanto quanto vocês querem dormir. Quantos perderam o sono mais do que amavam o sucesso? Estou aqui para lhes dizer, se você estiver indo ser bem-sucedido você tem que estar disposto a desistir de sono.
Você tem que estar disposto a trabalhar com de 3 horas de sono, 2 horas . Se você realmente quiser ser bem-sucedido um dia você vai ter que ficar acordado por 3 dias em uma fila , porque se você dormir, você pode perder a oportunidade de ser bem-sucedido. Isso é o quanto  você querer isso pra valer.
Você tem quer ser bem-sucedido tanto que você se esqueça de comer.
Não vá dormir até ser bem-sucedido.
Não tente sair. Você já está com dor, você já está ferido. Obtenha uma recompensa por isso.
Você nunca será bem-sucedido até que eu não tenho que lhe dar um centavo. Até que você diga, eu não preciso desse dinheiro, porque eu tenho ele aqui. Você tem que estar disposto a qualquer momento a sacrificar aquilo que você é por aquilo que você quer ser. “

O pastor Eric Thomas nasceu em Chicago e se criou nas ruas de Detroit. Saiu da marginalidade e entrou para a pastoral aos 17, por intervenção de outro pastor. E.T., como é chamado tornou-se educador com p.h.d. em educação administrativa pela Universidade de Michigan e especializou-se em discursos e palestras motivacionais. Ainda que tenha ligações com a igreja, E.T. utiliza da realidade e da própria energia  pessoal dos indivíduos em seus discursos, tornando-se o guru favorito dos times e de esportistas individuais.

Aqui você confere o vídeo com o áudio deste discurso, mostrando atletas como Ali, Foreman, Mike Tyson, Ray Lewis e Floyd Manweather.

Eu acredito nestas sentenças de E.T. para o esporte. Do indivíduo que corre para perder peso ao atleta olímpico, todos buscam abrir mão daquilo que são para aquilo que querem ser, superar as suas próprias limitações, sejam elas físicas, financeiras ou pessoais.

Um vídeo que ilustra bem esta situação é este excelente comercial do Fight Night, a tradicional luta de boxe dos sábados na HBO:

Espero que vocês possam acompanhar e curtir com a gente mais esta sessão! Não esqueçam de mandar sugestões para nós!

Gustota wants to blog in the bad way!

Obs: As matérias anteriores de esporte do Senshi foram transferidas para esta sessão.

Mascotes Olímpicos – Top 10 dos mais bacanas!

Olá galera leitora! Na boa?

Para que vocês não se assustem, vamos as apresentações: meu nome é Bárbara (Bah), acompanho o Senshi há algum tempo e a partir de hoje passo a integrar o clã. Espero que curtam os post que virão por aí.

Então, nessa primeira postagem, falemos de algo que eu amo demais: esportes. Mas nada de comentário de jogo e coisa e tal. Falemos de esportes de um modo quase indireto na verdade, uma vez que o interesse hoje são os Jogos Olímpicos e seus mascotes.

Cada Olimpíada é uma celebração de paz, amizade e bom relacionamento entre todos os povos que se reúnem para competir, é um período de disputas entre os atletas mais bem preparados em diversas modalidades, além de ser um espetáculo que ultrapassa a competição.

Desde a cerimônia de abertura, que prima pela excelência e imponência, passando pelo período de jogos, que são aguardados a cada dois anos (considerando as Olimpíadas de Inverno e Verão), até a cerimônia de encerramento, onde nos despedimos do país sede e já nos familiarizamos com o próximo destino dos jogos, todo clima olímpico é carregado de simbologias e significados (a bandeira olímpica, a pira ou chama olímpica e muito mais coisas).

No entanto, algo que eu sempre gostei de ver são os mascotes de cada edição. E é disso que vamos falar hoje.

A idéia dos mascotes serve para fazer alguma referência ao país anfitrião. Geralmente são escolhidos animais nativos, símbolo do país e representantes da cultura local. Graças as características que remetem a simpatia e hospitalidade dos mascotinhos, eles ajudam a dispersar o ideal olímpico de união entre os povos, além de apresentar o país que é sede dos Jogos.

A história dos jogos olímpicos contou com 22 mascotes até hoje, selecionei um Top 10 para apresentar a vocês.

Bora conferir??

Em 1896, aconteceu a primeira olimpíada da Era Moderna (Nota: a primeiríssima Olimpíada aconteceu em Olímpia, no ano de 776 a.C).

72 anos depois, nas Olimpíadas de Inverno de Grenoble, na França, foi que tivemos o primeiro registro de um mascote olímpico (embora não seja ele o  primeiro mascote oficial), o Schuss, um esquiador.

1º – Shuss – Olimpíada de Inverno – Grenoble (França, 1968).

O primeiro mascote reconhecido pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) foi o Waldi, um cachorro da raça Dachshund, que representava a resistência e agilidade que um atleta deveria possuir. Ele apareceu nas Olimpíadas de Verão de Munique, na Alemanha em 1972.

2º – Waldi – Olimpíadas de Verão – Munique (Alemanha, 1972).

No ano de 1980, o mascote dos jogos de inverno de Lake Placid, Nova Iorque, nos Estados Unidos foi o guaxinim Roni. Nessa Olimpíada, um fato interessante foi a vitória da equipe amadora de hóquei dos Estados Unidos sob a equipe profissional soviética (favoritíssimos na época). Esse fato ficou conhecido como “Milagre no Gelo”. Mais tarde, o feito histórico inspirou o filme “Miracle”, de 2004. Legal, né?

3º – Roni – Olimpíadas de Inverno – Lake Placid, Nova Iorque (EUA, 1980).

Ainda em 1980, já nas Olimpíadas de Verão de Moscou, na extinta União Soviética, atual Rússia, o mundo conheceu (e ainda não esqueceu) o ursinho Misha. Poucos mascotes se tornaram tão conhecidos e amados pelo público como foi o carismático personagem russo. Entretanto, o clima durante esses jogos não foi nada ameno: 69 delegações boicotaram os jogos, em protesto a invasão da União Soviética ao Afeganistão. Portugal e França participaram dos jogos, mas competiram sob a bandeira olímpica.

Mesmo com o clima tenso, é inesquecível a imagem do ursinho chorando na cerimônia de encerramento dos jogos, num gigante painel montado na arquibancada do Estádio Olímpico de Moscou (Estádio de Lênin). Comenta-se que a lágrima de Misha é um lamento pelas delegações ausentes.

4º- Misha – Olimpíadas de Verão – Moscou (União Soviética, 1980).

No ano de 1984, em Los Angeles, na edição de verão dos jogos, os americanos escolheram Sam, uma águia, como símbolo para aquela edição das Olimpíadas. 4 anos após a Olimpíada de Moscou, o clima de guerra ainda era presente e mais uma vez, os boicotes políticos marcaram os jogos, uma vez que as delegações aliadas ao bloco da União Soviética não compareceram aos jogos. A cerimônia de abertura contou com a participação do então presidente americano Ronald Reagan.  O mascote Sam foi desenhado por Robert Moore, dos Estúdios Walt Disney.

5º – Sam – Olimpíadas de Verão – Los Angeles (EUA, 1984).

Em Seul, 1988, foi a vez de outro casal de mascotes, os tigres Hodori e Hosuni. Eles levavam os anéis olímpicos em forma de medalha no peito.

6º – Hodori e Hosuni – Olimpíadas de Verão – Seul (Coréia do Sul, 1988).

Como eu tenho um amorzinho pela Grécia e é quase impossível falar de Olimpíadas sem lembrar desse país, vamos lembrar dos fofinhos irmãos gregos Athena e Phevos. Essas gracinhas foram inspirados em bonecos de argila encontrados em escavações na Grécia e sua simpatia alegrou os jogos olímpicos de 2004, em Atenas. Simbolizam participação, fraternidade, igualdade, cooperação, jogo limpo e valor humano.

7º – Athena e Phevos – Olimpíadas de Verão – Atenas (Grécia, 2004).

Como eu gosto bastante das olimpíadas de inverno, não poderia deixar de falar dos irmãos italianos Neve e Gliz (fofos de viver!!), mascotes da edição de 2006 que aconteceu em Turim, na Itália.

Neve é uma menina bola de neve, de corpinho vermelho, representando amizade, suavidade e elegância. Seu irmão Gliz é um cubo de gelo de corpo azul, que representa a alegria e o entusiasmo.

8º – Neve e Gliz – Olimpíadas de Inverno – Turim (Itália, 2006)

Nota: Na segunda foto temos o Áster, um floco de neve, mascote dos Jogos Paraolímpicos daquele ano.

Agora vamos a um grupo de mascotes, símbolos da Olimpíada de Pequim (Beijing) em 2008. O comitê organizador apresentou ao mundo o grupo Fuwa – que traduzido do chinês significa “crianças de boa sorte” – composto pelos mascotes: Beibei, Jingjing, Huanhuan, Yingying e Nini. Possivelmente é o grupo de mascotes mais carregado de simbologia e significados.

As cores remetem aos arcos olímpicos (azul, preto, vermelho, amarelo e verde). Cada mascote está ligado a 5 elementos (terra, água, fogo, ar e madeira) e 5 ideias ( prosperidade, felicidade, paixão, saúde e boa sorte), além de abençoarem cada modalidade de esporte: esportes de água, esportes de força, esportes de bola, ginástica e atletismo.

Beibei: peixe – azul – água- prosperidade.

Jingjing: urso panda – preto – madeira – felicidade.

Huanhuan: chama olímpica- vermelho – fogo – paixão.

Yingying: antílope – amarelo – terra – saúde.

Nini: andorinha – verde – ar – boa sorte.

9º – Fuwa (Beibei, Jingjing, Huanhuan, Yingying e Nini) – Olimpíada de Verão – Pequim (China, 2008).

E pra finalizar, o Top 10 dos Mascotes Olímpicos apresenta Wenlock e Mandeville, mascotes da Olimpíada de Verão que acontecerá em Londres, nesse ano ( de 27 de Julho a 12 de Agosto de 2012). Dos mascotes apresentados eles são os mais modernos, foram inspirados em gotas de aço das vigas que construíram o Estádio Olímpico.

O mais interessante desses mascotes é que eles acompanham o conceito moderno de interatividade, com páginas no Facebook  e Twitter, onde crianças (público alvo na elaboração dos mascotes) poderão interagir com os bonecos. Página oficial dos mascotes.

Durante os jogos os mascotes aprenderão as modalidades esportivas que acontecerão em Londres, como forma de incentivo a prática de atividade física por parte das crianças londrinas e do mundo todo.

Wenlock (prata, ouro e bronze), usa os anéis olímpicos como as pulseiras da amizade nos bracinhos. Mandeville ( azul e prata) é o mascote dos Jogos Para Olímpicos.

10º – Wenlock e Mandeville – Olimpíadas de Verão – Londres (Inglaterra, 2012).

Pois bem pessoal, eu vou ficando por aqui e espero ( muito) que tenham gostado.

Abraços e até o próximo post.

Futebol americano socialista?

O Superbowl é talvez o maior evento esportivo/midiático que existe. Nenhum outro (nem as ligas do futebol bretão, nem o UFC) consegue atingir a grandiosidade do evento que possui o horário comercial mais caro do planeta. Com a recente transmissão da final do Superbowl 46 mundialmente, o Brasil  deu atenção a esse esporte.

Toda a comoção causada pela final do Superbowl 46 me lembrou de uma crônica esportiva escrita pelo Bill Maher, que é aquele cara questionador e inconveniente do documentário Religious. Ele possui uma carreira multimídia como escritor, apresentador de TV e comediante de Stand-up. Maher sempre está causando alguma polêmica, forçando o público a ter  alguma reflexão. Nesta curiosa crônica, Maher compara os princípios de direitos e distribuição de renda do futebol americano com o socialismo.

A tradução deste  texto eu encontrei na coluna esportiva do Juca Kfouri:

“Com o Superbowl, os americanos precisam perceber o que faz o futebol da NFL tão bom – SOCIALISMO.

Isso mesmo, a NFL tira o dinheiro dos times ricos e distribui para os mais pobres, exatamente como o Presidente Obama quis fazer com seu exército secreto de voluntários da ACORN (uma associação que ajuda pessoas carentes nos centros urbanos que os republicanos conseguiram destruir).

Green Bay, em Wisconsin, tem uma população de 100.000.

Porém essa pequena cidade pacata, as margens do rio sei-lá-o-nome teve a mesma chance de chegar ao Superbowl do que o New York Jets, que no próximo ano precisam só se calar e jogar (eles fizeram muitas provocações pela mídia e perderam).

Eu, pessoalmente, não assisto ao Superbowl desde 2004, quando o mamilo da Janet Jackson ficou à mostra e aquela fração de segundo de um peito negro à mostra queimou meus olhos e me ofendeu como um cristão (ele é ateu).

Mas eu entendo, quem não gosta do espetáculo onde milionários “bombados” causam traumas cerebrais uns aos outros em uma tela Flat Screen gigante, com uma imagem tão real que parece que o Ben Roethlisberger (quarterback dos Steelers) está na sua sala, agarrando a sua irmã.

Então não é surpresa que 100 milhões de americanos vejam Superbowl, o que é 40 milhões a mais do que os que vão a Igreja no Natal – e chupa Jesus!

Também é 85 milhões a mais do que os que assistiram à final da World Series (finais de baseball).

E ai está uma lição de economia para a América, porque o futebol é construído sob um modelo de igualdade e justiça e o baseball é construído sobre um modelo onde os ricos sempre ganham e os mais pobres geralmente não tem chance.

A World Series é como o programa Real Housewives of Beverly Hills (reality show com esposas de milionários): você tem que ser uma vaca rica só pra poder participar, enquanto que futebol é como Tila Tequila (uma celebridade “fácil”), qualquer um pode entrar.

Ou pra colocar de outra forma: Futebol é como a filosofia dos Democratas; eles não querem eliminar capitalismo ou competição, mas eles não aceitam quando algumas crianças têm que ir para escolas podres e sem estrutura, enquanto que os filhos dos ricos freqüentam escolas excelentes e seus pais os mandam pra Harvard.

Porque quando isso acontece, atingir o “American Dream” é fácil para uns e só uma fantasia para outros.

É por isso que a NFL, literalmente, divide a riqueza.

A cota da TV é a principal fonte de receita deles, e eles pegam todo esse dinheiro e colocam em grande pote “comunista” e dividem igualmente em 32 partes, pois eles não querem que ninguém fique pra trás.

É por isso que o time que ganha o Superbowl é o último a escolher novos jogadores pra próxima temporada, ou o que os Republicanos chamariam de “punir o sucesso”.

Já o baseball é exatamente como os Republicanos, e eu não quero dizer extremamente entediante, eu quero dizer que a teoria econômica deles é exatamente a mesma, ou seja, cada um que cuide de si.

Por exemplo, o time de um mercado pequeno como o Pittsburgh Steelers vai ao Superbowl mais do que os outros.

Já o Pittsburgh Pirates (time de Baseball)…. de Levi Jonhtson (jovem genro da Sarah Palin) tem esperma que viverá mais tempo do que o que levará para os Pirates chegarem a World Series.

A folha de pagamento deles é de 40 milhões enquanto que a dos Yankees de Nova York é 206 milhões.

Os Pirates têm a mesma chance de chegarem às finais de Baseball do que um pobre garoto negro de Newark tem de se tornar CEO da Halliburton.

É por isso que as pessoas deixam de ir aos jogos dos Pirates em Maio, porque se você não tem chance no jogo, você perde o interesse no jogo e se torna amargo com relação ao jogo. E é isso que está acontecendo com a classe média nos EUA.

Então você tem que rir porque os mesmos brancos raivosos que odeiam Obama porque ele redistribui a riqueza são os mesmos que amam futebol, um esporte que é bem sucedido exatamente por fazê-lo.

Para eles, a NFL é tão americana como cachorro-quente, Chevrolet, torta de maçã e uma torta de maçã gigante.

Eles acham que são machões porque o esporte deles é futebol, quando honestamente, existe algo mais gay do que usar a camisa de outro homem?”

Maher, apesar de não ser muito diferente de um Rafinha Bastos do Hemisfério Norte, tem um ponto deveras instigante. A comparação provocadora entre o maior esporte do mais capitalista dos países com o socialismo é extremamente interessante. Não sei se isso pegaria no futebol brasileiro, cujas cifras de dinheiro dos clubes e o espaço na mídia para os times são totalmente desiguais, mas eu tenho certeza que alguns (ex) jogadores aprovariam, como o Petkovic:

Gustota lamenta que a igualdade americana se dê apenas no esporte.

St. Pauli é o time mais legal do mundo, e nem precisa jogar bola para isso…

Pode uma torcida fazer o time? No caso do St. Pauli, time alemão da segunda divisão, a torcida não só faz o time, como representa a massa mais apaixonada não só por futebol, mas por causas sociais, política e cultura. Originário de Hamburgo, o clube virou um fenômeno cult no momento em que se mudou para a zona portuária no início da década de oitenta. Na época, a sede do clube foi transferida para a rua  Reeperbahn, lugar famoso pela vida noturna intensa e pelas casas de “luz vermelha”. Os frequentadores da rua (intelectuais de esquerda e universitários) acabaram por se unir aos membros do time e assim começou o chamado fenômeno “kult” (o cult germânico). O Fußball-Club Sankt Pauli adotaria mudanças radicais com a nova torcida-intelectual-organizada do clube, entre elas banir a venda de ingressos a indivíduos de extrema-direita, que na sua maior parte representavam as fileiras de hooligans que assolavam o futebol na época. Também combateram a homofobia, tendo inclusive um presidente assumidamente gay.

O clube se define politicamente como anarquista-libertário e seu símbolo mais conhecido é a da bandeira pirata, eles se auto-intitulam Os Piratas da Liga.

 Qual o som que o St. Pauli usa para entrar no campo?

E para cada gol marcado:

Mas não é só isso, inúmeras bandas de rock alemãs são apaixonadas pelo St. Pauli e já a homenagearam:

E a Nike fez um tênis especialmente para tirar dinheiro dos fanáticos  os fãs apaixonados:

Mas e o futebol?

É, aí já é pedir demais. Os piratas da Liga  permaneceram na segunda divisão a maior parte dos anos 80, 90 e 00, sendo que na curta temporada de 01-02 na primeira divisão do futebol alemão (Bundesliga) eles derrubaram o poderoso Bayern de Munique, e detalhe, o goleiro da época era Oliver Kahn, eleito melhor goleiro alemão em 2000 e melhor jogador na Copa do mundo de 2002:

Mas o que fascina no time não são as vitórias no esporte (que são pouquíssimas), mas a fidelidade do público em todos os momentos.  O time quase foi à falência em 2003, sendo salvo pela venda de material promocional do time e por eventos como um jogo beneficente contra o Bayern. Nessa temporada inclusive o time caiu para a terceira divisão e ficou lá por três anos. A torcida não só permaneceu com o time como encheu com seus 14.000 sócios as partidas que normalmente teriam pouco mais de 1000 torcedores. Na temporada de 2010 o time sofreu 11 derrotas consecutivas na primeira divisão, caindo novamente para a segunda divisão. O treinador Holger Stanislawski ao invés de sofrer uma represália, foi ovacionado pela torcida pelo seu trabalho com o time nos anos anteriores.

O poder do St. Pauli consiste talvez em brigar por causas que estão além do esporte e atrair pessoas que normalmente não ligam para futebol. Entre elas, a uma campanha por água potável em Ruanda no ano de 2005. O St. Pauli tem inclusive um grupo de fãs apaixonado no Brasil, como pode ser conferido nesse blog.

Entre os simpatizantes e fãs famosos estão os integrantes do Asian Dub Foundation, Turbonegro, Sisters of Mercy, Bad Religion e Gaslight Anthem:

                                                 Alex Rosamilia, guitarrista do Gaslight Anthem com boné do St. Pauli.

Dica da leitora Bárbara Silva!

Gustota está quase virando torcedor do St. Pauli depois de acabar essa matéria..

Pacquiao e Cat Power: O boxe vai deixando o mainstream para virar cult.

O mundo dos esportes de luta mudou radicalmente no dia 12 de novembro de 1993, quando o franzino Royce Gracie imobilizou e derrotou três lutadores de artes marciais distintas com sua técnica de luta no chão. Esse seria o início do ciclo de unificação e renovação  de uma série de esportes de luta.

A franquia UFC, criada no início dos anos noventa pela família Gracie para auto-promoção e elevada à status de excelência pelo empresário Dana White e pela Zuffa Entertainment vem tomando cada vez mais espaço no imaginário popular, talvez até mais que o lendário boxe em seus tempos de glória. Os atuais empresários do boxe parecem desconhecer o sentido da palavra renovação, perdendo a cada dia patrocinadores e estrelas para o MMA. Eles ignoram que o grande atrativo para esportes de luta é a presença de atletas talentosos e carismáticos. Ou seja, o boxe está cada dia menos mainstream.

Um dos últimos astros que recusou sair do underground e partir para esse “mainstream”, mantendo-se no boxe foi Manny Pacquiao. É possível que você sequer tenha ouvido falar dele em meio a tantos lutadores do UFC em destaque na mídia. No entanto,  esse habilidoso filipino de 33 anos é o último dos grandes astros nas já não-tão-milionárias Ligas de Boxe.  Ele é um dos atletas de maior destaque em seu país e goza de relativa fama nos Estados Unidos, sendo um dos poucos lutadores que ainda possuem a capacidade de lotar estádios para lutas de boxe. Mesmo assim, não o vemos constantemente na mídia, ele é um lutador indie.

Além de uma carreira quase invicta no esporte, e como o atual detentor do cinturão dos meio-médios, Pacquiao também é um político, representante da sua província (Sarangani) no Congresso das Filipinas. Ele uniu-se recentemente à cantora indie-semi-mainstream Cat Power para arrecadar fundos para The Festival of Children e The Ali Forney House.

O clipe da cantora com a sua participação , com mais de sete minutos, mostra Pacquiao socando um saco de pancadas em câmera lenta. O clipe, que deveria ser entediante, é quase hipnótico. Manny Pacquiao pode não ter o mesmo destaque mundial dos seus colegas do UFC, mas certamente participa de iniciativas muito mais interessantes.

Fique aí com o vídeo da Cat Power:

E se você ficou tocado pela iniciativa, pode participar das doações, clicando no site da cantora:

http://www.catpowermusic.com/

Gustota gostava de vale-tudo antes dele virar mainstream.