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Marvel Libera HQ’s Gratuitamente

Olá Lindas e Lindos do Senshi! Como estamos nessa quinta feira?

Cheguei pra fazer a alegria da galera que é fã de quadrinhos, heróis e universo Marvel.

Que tal ler HQ’s com material de qualidade disponibilizado direto na fonte? Nada de revista scaneada, redesenhada, nada de fanart. O que acham de ter acesso ao material original, direto de quem produz e o melhor, gratuitamente?

A Marvel decidiu, em uma iniciativa super inovadora, liberar em seu site nada menos que 268 edições de suas HQ’s para leitura gratuita online no site oficial. Há anos já existia um espaço de leitura no site onde a empresa mantinha seu acervo aberto mediante o pagamento de uma pequena mensalidade, certa de 5 dólares mensais, mas agora (para a nossa alegria) é de graça!!!

O conteúdo está liberado desde ontem no e entre as edições estão aventuras do Homem-Aranha, dos X-Men e d’Os Vingadores (juntos e/ou separados) entre outros títulos. As publicações incluem quadrinhos desde a década de 90 até edições novas, já de 2012, podem ser encontrados alguns materiais raros, encontros épicos, personagens menos famosos além dos clássicos!

Você pode ter acesso ao conteúdo basta clicar nesse link. As revistas estão todas em inglês mas são de fácil compreensão, e qualquer coisa um tradutor ajuda.  Os usuários do Google Chrome, podem acessar o conteúdo novo por meio do aplicativo Marvel Comics.Há também as versões para sistemas Android e iOS.

Vamos a uma pequena matemática?

Temos 236 dias esse ano.

Temos 268 revistas.

Lendo um quadrinho por dia ainda sobram revistas até quase o carnaval do ano que vem! Que beleza hein?

Bora todo mundo exercitar o inglês, ler mais e aprender a história dos heróis que vai muito além dos filmes!

Beijos ! ! !

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As leituras de sábado à noite – Precisamos falar sobre o Charlie Brown.

Calma, calma. Não falaremos sobre o homônimo santista do nosso jovem Minduim. Com seus oito anos e meio e seus quilos de melancolia juvenil, Charlie Brown marcou pelo menos três gerações seguidas com sua profundidade existencial para situações cotidianas típicas da infância.

O lado outsider de Charlie Brown provavelmente surgiu do íntimo de seu criador, Charles Schulz. Nascido de uma família de imigrantes alemães e noruegueses, Schulz era o mais jovem aluno de sua escola, na cidade de Saint Paul. Talvez por ser o mais jovem, sempre foi um menino tímido e introvertido. Lutou na Segunda Guerra e, ao retornar dela, instalou-se como professor de arte em 1947 na sua cidade. E foi nesta mesma época que ele publicou suas primeiras tirinhas, as Li’l Folks em um jornal local.

Assinando com o pseudônimo de Sparky e com forte influência das tirinhas da época, Schulz delineava o que viria a ser seu maior sucesso.

Dizem que nossos cães adquirem nossa personalidade com o passar dos anos. Talvez a personalidade Schulz tenha sido adquirida tanto pelo seu beagle Snoopy quanto pelo jovem  e calvo Charlie Brown. Snoopy e Charlie Brown surgiram na Li’l Folks e começaram a ganhar vida e personalidade próprias. Minduim foi deixando de ser o menino certinho para se tornar o melancólico (e pré-hipster) garoto enfadonho. Snoopy deixou a inocência para ganhar um viés anárquico e hiperativo.

Disso:

Para isso:

Em 1950 tivemos a primeira tirinha com o nome Peanuts:

A mudança de Li’l Folks para Peanuts aconteceu por questões de direitos autorais (já existia uma tirinha com esse nome). O nome Peanuts provém de um tipo de platéia que ri das piadas dos comediantes  em apresentações de Vaudeville (e que permanecem até hoje nos sitcoms). Elas chão chamadas assim pelo fato de receberem aqueles amendoins característicos em pacotinhos nos estilo dos de pipoca (e muitas vezes a platéia jogava esses amendoins nos comediantes ruins). O nome foi inspirado diretamente de uma platéia Peanuts de crianças. Schulz sempre detestou o nome escolhido contra sua vontade. ele achava que o nome burlesco diminuía o valor de seu trabalho.

A tirinha alcançou sucesso imenso durante os anos 50 e 60 porque tratava da comédia  em duas camadas. Tanto as crianças poderiam amar as brincadeiras de Snoopy quanto os adultos podiam se identificar com os dramas pessoais de Charlie Brown. O famoso especial de natal de 1965 foi o grande responsável pelo sucesso em massa nos Estados Unidos e no resto do mundo:

Quanto de Schulz havia em Charlie Brown?

Muito da vida de Charlie Brown veio da vida pessoal do autor. Os pais de Charlie Brown serem um barbeiro e uma dona-de-casa, como os pais de Schulz. A ‘Menininha ruiva” realmente existiu:

Ela se chamava Donna Wold, foi amor platônico e posteriormente namorada de Schulz por três anos. Ela recusou um pedido de casamento do autor, e este nunca aceitou a rejeição.

Lucy Van Pelt, a eterna “bully” do Charlie Brown possui muito do comportamento autoritário de sua mulher, Joyce Schulz.

Uma das passagens mais famosas de Lucy, a barraca de consultas psiquiátricas teve inspiração em uma discussão do casal, onde Joyce teria mandado Schulz “procurar um psiquiatra”.

Linus seria o lado religioso e filosófico de Schulz, que era luterano:

Patty Pimentinha era inspirada em Patricia Swanson, uma prima de Schulz que se dava melhor entre os meninos.

Charlie Brown fez imenso sucesso até os anos 80, onde perdeu um pouco de espaço para outros sucessos como Garfield e Calvin, mas ainda é considerado até hoje como a tirinha de maior sucesso de todos os tempos. Schulz faleceu em 2000, vítima de ataque cardíaco e até antes de sua morte continuou fazendo suas tirinhas.

Tirinha póstuma publicada em 13 de fevereiro de 2000, um dia após a morte do autor.

Em 2006 tivemos o último longa de animação do Peanuts, He’s A bully Charlie Brown:

Porque ler Charlie Brown num sábado à noite?

Porque não existe nada melhor para chorar a solidão de um sábado em casa que Charlie Brown:

Só que não esse.

As tirinhas de Charlie Brown foram publicadas no Brasil pela LP&M, famosas pelos seus livros “pocket”:

E eles deram um tratamento excelente às tirinhas clássicas. Vale muito a pena conferir:

Como já disse certa feita Umberto Eco (outro que já apareceu em nossa sessão de livros) sobre Charlie Brown e sua turma:

“O mundo de Peanuts é um microcosmo, uma pequena comédia humana, tanto para o leitor inocente como para o sofisticado.”

 

Vale lembrar também um post anterior sobre o Charlie na puberdade feito aqui no Blog.

E boa noite a todos, e a você também, Charlie Brown!

Gustota quer ver os caras do Charlie Brown invadirem a cidade.

 

Continuação de Watchmen?

Uma continuação de Watchmen, isso é verdade? Sim e não. A verdade é que serão lançadas algumas revistas inéditas envolvendo os personagens e o universo da HQ, porém, as histórias irão se passar antes dos acontecimentos da obra original.

Vamos aos detalhes. A minissérie de 12 edições escrita e desenhada por Allan Moore e Dave Gibbons, Watchmen, foi publicada pela DC Comics entre 1984 e 1985 e é considerada até hoje a melhor revista em quadrinhos já feita, sendo a única a ganhar um Hugo Awards, o maior prêmio de literatura do mundo. Desde seu lançamento, o escritor da obra, Allan Moore, tem desavenças com a DC e seu antigo colega de trabalho, Dave, quanto à utilização de imagem e direitos autorais da obra.

A DC Comics, aproveitando sua reestruturação, resolveu aproveitar o sucesso da consagrada HQ e lançar novas minisséries envolvendo cada um dos personagens. Serão 7 minissérie e um epílogo denominados de Before Watchmen, onde serão contadas histórias sobre o passado de cada um deles. A produção desta nova série tem apoio de Dave Gibbons que disse que “A série original é a historia completa que eu e Alan Moore queríamos contar. Entretanto, aprecio as razões da DC para essa iniciativa e o desejo dos escritores e artistas envolvidos em homenagear nosso trabalho”. Entretanto, o pai da HQ original, Allan Moore, não foi nem um pouco favorável a situação, segundo o que ele disse ao jornal New York Times  “é um projeto sem-vergonha. Isso só confirma que eles ainda são dependentes das idéias que eu tive há 25 anos” e ainda completa “não quero dinheiro. O que quero é que isso não aconteça. Pelo que lembro, não houve muitas seqüências de Moby Dick”.

Além disso, o autor chegou a propor um boicote de suas próprias obras para aqueles que comprarem esta nova saga:

Se você é um leitor que só quer ver seus personagens prediletos eternamente à sua disposição e não dá a mínima para quem os criou, provavelmente você não é o leitor que eu quero. Tenho um respeito imenso pelo meu público. Sempre que encontro estas pessoas, presumo que seja gente inteligente, com escrúpulos. Mas quem quiser comprar esses prelúdios de Watchmen estará me fazendo um grande favor se parar de comprar minhas outras obras. É obvio que não tenho como controlar isso. Mas espero que você não vá querer comprar uma HQ sabendo que o autor tem desprezo total pela sua pessoa. Espero que isso baste.

Moore sempre foi contra a qualquer adaptação de seus trabalhos. Ele mesmo afirmou que não assistiu as produções cinematográficas de suas obras, como V de Vingança, Do Inferno, A Liga Extraordinária e o próprio filme de Watchmen, no qual abriu mão de seu cachê, repassando-o para Dave.

Enfim, mesmo com toda revolta do mestre Moore a DC vai lançar, ainda este ano, Before Watchmen, para alegria de uns e tristezas de outros. Confira as capas abaixo:

Aquele abraço.

Segunda-Feira de Mulherzices – Jóias DC Comics

Saudações Queridos!

Na semana passada tivemos a estreia da segunda de mulherzices e várias pessoas comentaram sobre o lindíssimo Gotham City Ring, ele foi indiretamente eleito pelas nossas eleitoras como o mais lindo da galeria, caso você não tenha visto o post  ele ta aqui.

Acontece que esse anel faz parte de uma coleção toda destinada às musas da DC Comics criado por uma joalheria norte-americana. A coleção inclui anéis, colares, pulseiras e brincos inspirados na Mulher Maravilha, Super Girl, Bat Girl e Mulher Gato, são peças lindas porém caras. Bom demais pra ser verdade não é?

As peças variam de 65 a 500 dólares e podem ser encontradas aqui.

Babem !

Capas conceituais dos Vingadores

Com o lançamento do filme Vingadores, a Marvel tem lançado materiais promocionais bem interessantes, como o Avengers Art Appreciation Variants, uma série de capas com artes conceituais homenageando pinturas e monumentos desde a antiguidade até artistas como Michelangelo, Egon Schielle, Seurat e Rodin. Os artistas que realizaram as capas são nomes de peso da editora como Gerald Parel, Greg Horn,  Michael Kaluta, Alex Maleev e Gabriele Dell’otto.

Confira aqui as sensacionais capas conceituais dos Vingadores:

Gustota curtiu a capa estilo Toulose-Lautrec!

Mozbinha 4 – Dá pra ser mais realista?

 

Até a próxima!

 

Mozbinha 3- Cantadas em Comic-sans.

 

 

 

                                                                           Até a próxima!

As leituras de sábado à noite – Sandman: The Dream Hunters, um conto de fadas para adultos.

 

Sandman: The Dream Hunters é uma obra de arte dentro de outra obra de arte. Neil Gaiman encontrou a fama no mundo dos quadrinhos no final dos anos 80 juntamente com Alan Moore, quando a DC Comics sugeriu que eles revivessem antigos personagens menores e esquecidos como o Sandman, o Monstro do Pântano e a Orquídea Negra. A nova roupagem que os autores deram aos personagens transformou completamente o mundo dos quadrinhos, criando inclusive um selo próprio da DC comics, o Vertigo. As histórias seriam elevadas a um nível literário e a série Sandman ganharia prêmios que antes eram reservados apenas à literatura (Fantasy World Award em 1991 pela edição Sandman: Sonhos de uma noite de verão).

 

O sucesso de série em quadrinhos abriu várias portas Neil Gaiman. Ele foi convidado pela Miramax para adaptar o roteiro de Princesa Mononoke para a versão americana. Durante as pesquisas para o filme, Gaiman também foi convidado a criar uma história para um álbum comemorativo de dez anos de Sandman.  Imerso nas pesquisas sobre lendas japonesas, ele sugere uma adaptação  de um conto que havia lido: “A Raposa, o monge e o mikado dos sonhos” para o mundo de Sandman.

Para ilustrar o livro, a DC convidou o artista Yoshitaka Amano, famoso por ter trabalhado como designer de personagens na série Final Fantasy, ilustrador da série  cult de livros Vampire hunter D e desenhista do memorável Tatsunoko Studios. Amano topou, mas com a condição de que fosse um livro ilustrado, e não uma série em quadrinhos. Assim surgiria aquela que é, na minha opinião, a maior obra já criada por Gaiman envolvendo o personagem Sandman.

O livro impressiona pela leveza. É uma história pesada de amor não-correspondido, morte e vingança, mas a narrativa é tão suave quanto uma fábula infantil,  uma história cheia de malícia contada para um inocente.  Num tempo, descrito no livro como: “Naqueles tempos havia muita coisa caminhando sobre a Terra. Coisas que hoje raramente vemos. Havia fantasmas e demônios, e espíritos de todos os tipos. Havia deuses feras e pequenos e grandes deuses. Todo tipo de entidades, seres, espectros e criaturas, tanto boas quanto más.” Nesse mundo, animais eram tanto animais como também eram entidades dotadas de poderes mágicos.

Dois desses seres, uma raposa (kitsune) e um texugo (tanuki) disputam um templo onde vive um monge solitário. Eles usam de todas as artimanhas mágicas que possuem, mas são derrotados pela paz de espírito e ausência de medo do monge. No entanto, a raposa se apaixona pelo monge e descobre que este está marcado para morrer, devido às tramóias de um feiticeiro (omyoji) que pretende roubar para si a paz de espírito do monge. O amor da raposa e posteriormente o do monge movem uma busca até o reino dos sonhos, onde somos apresentados, enfim, a Sandman, numa de suas mais arrojadas versões, auxiliando os dois amantes em sua busca apaixonada para ficarem juntos.

 

A obra talvez não tivesse metade do impacto se não fosse acompanhada das magníficas ilustrações de Yoshitaka Amano. O artista consegue combinar o Ukyo-e, a arte japonesa tradicional com o Art Noveau europeu a estilo de Gustav Klimt e Mucha. Não há como não se sentir no mundo dos sonhos com as ilustrações, especialmente as do monge pelo reino de Sandman. E são tantas ilustrações que, além do livro do Sandman, fica impressão de ter-se adquirido também um livro de arte.

Porque ler esse livro num sábado à noite?

Quando li a obra pela primeira vez, apesar de estar lendo uma obra cheia de temas adultos, fiquei com aquela mesma sensação de frescor que tive quando li O Pequeno Príncipe, de uma fábula leve, saborosa  e atual. O livro funciona mesmo para quem nunca leu qualquer coisa de Sandman e mesmo para quem detesta quadrinhos. A obra mostra a força de Gaiman como excelente contador de histórias, maestria narrativa que transcende o formato e ultrapassa os nichos de adoração tradicionais dos fãs de quadrinhos. O livro ganhou alguns prêmios, entre eles o Hugo Award por melhor obra relacionada e o Bram Stoker Award por melhor narrativa ilustrada.

A título de curiosidade, no aniversário de 20 anos da obra original de Sandman, essa obra foi adaptada para os quadrinhos por P. Craig Russel, é boa mas não tem nem de longe a força da original.

 Esse foi o livro que abriu as portas da literatura para o Gustota.

Alan Moore visita manifestantes em Londres e participa de projeto em apoio ao Occupy Wall Street.

O escritor britânico Alan Moore recentemente ganhou imensa atenção da mídia por motivos que transcendem o universo dos quadrinhos. A Máscara com o rosto do revolucionário Guy Fawkes tornou-se presença icônica nos movimentos de protesto que ocorrem em todo o mundo, e seu criador vem manifestando constante apoio às causas que adotam o adereço de seu personagem na história em quadrinhos V de Vingança.

Na última quarta-feira (dia 11), o canal britânico Channel 11 convidou Alan Moore para visitar o epicentro do movimento  Occupy London na catedral de St. Paul para conversar com os manifestantes. ” Eu penso que esse é o mais bem-organizado e visionário protesto que eu já presenciei”, diz o autor.

Veja aqui o vídeo:

Recentemente Alan Morre entrou em atrito com as opiniões de outro autor de quadrinhos, Frank Miller, que afirmou em seu blog : “Todos estão sendo muito educados sobre esse absurdo. O movimento pode ser qualquer coisa menos o exercício de nossa abençoada Primeira Emenda. Esses manifestantes são nada mais do que um bando de arruaceiros, ladrões e estupradores, uma multidão incontrolável, alimentados pela nostalgia da Era de Woodstock e falsa justiça. Esses palhaços não farão nada mais do que ferir a América.

Alan More rebateu as críticas de Miller afirmando que não esperava opinião diferente do autor de Sin City, que sempre demonstrou misoginia e homofobia em suas criações e é um indivíduo de visão política “centro-direita”.

Vale lembrar também que Alan Moore está com um projeto de Crowdfunding em apoio aos manifestantes, o Occupy Comics:

http://occupycomics.com/

Gustota perdeu o gosto por ler 300 depois das declarações de Frank Miller.