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Sexta-feira hipster – Vamos falar de math rock?

ROCK MATEMÁTICO!!!???????

PORRA, ROCK MATEMÁTICO!??? Leia o resto deste post

Fazendo Falta

Olá lindos e lindas!

Ok, admitimos que ficamos devendo um post pela semana do rock… Mas vocês perdoam, certo?

O rock vem sofrendo baixas e nos deixando cada dia mais de coração partido, nossa perda mais recente foi essa semana quando Jon Lord, tecladista e co-fundador do Deep Purple, nos deixou aos 71 anos.

Pensando nisso, aqui fica uma singela homenagem a alguns dos que nos deixaram.

Quis deixar uma galeria pequena para que ela possa ser expandida com a ajuda dos leitores, e então, quem mais vocês querem ver nessa galeria?

 

 

Um Flashmob Como Você Nunca Viu

Aos apreciadores de boa música, um flashmob incrível.

Enjoy

Game of Thrones in Harp

Ok, sei que falei que não iria postar mais um monte de vídeo das Harp Twins, acontece que não tem como ignorar uma coisa linda dessas!

Morram de amor

Essas são de bônus, ouçam em loop infinito.

 

Já falei delas aqui, aqui e aqui.

Sexta-feira hipster – parabéns, Roberto Silva!

A sexta-feira hipster de hoje está triste, melancólica e maquiada. Roberto Silva, o vocalista da banda The Cure está completando 53 anos neste sábado, dia 21 de abril. Roberto está para o movimento gótico como o David Bowie está para o glam, ou o Sid Vicious para o punk. Vamos entender um pouquinho do impacto cultural que este indivíduo causou na Inglaterra e no Mundo.

Robert James Smith nasceu dia 21 de abril de 1959, e desde 1976 é o líder e vocalista da banda de rock Easy Cure (que começou punk) e mudou seu nome para The Cure (de pós-punk). A banda tornou-se em poucos anos a mais popular das bandas alternativas, atingindo vários hits na rádio.

O primeiro single de sucesso do Cure foi Killing An Arab de 1978, baseado no sensacional livro de Albert Camus, O Estrangeiro, onde em certo momento, o protagonista Mersault assassina um árabe na praia:

O estilo da banda ainda era bem punk, mas com um ritmo mais lento e um pouco soturno. Este estilo confirmou-se menos punk e mais sombrio nos singles seguintes da banda, Boys Don’t Cry de 1979:

E Jumping someone else’s train, de 1980:

O quarto single, The Forest, finalmente definiria o estilo da banda: soturno, sombrio, claustrofóbico e com aquele forte sentimento de isolação. Nascia aí o pós-punk:

The Cure teria uma “trilogia maldita” com três álbuns extremamente sombrios de atmosfera desoladora e gótica com Seventeen Seconds, de 1980, Faith, de 1981 e Pornography de 1982:

Pornography talvez seja o mais “dark” e desolador dos álbuns da banda, com músicas extremamente longas e depressivas, como a faixa-título:

Ao longo da carreira, a banda passou pelos mais diversos estilos em outros nove álbuns. Sempre com sua característica pegada de pós-punk.

Roberto e amigos.

Roberto é amigão da garotada e está sempre ajudando bandas novas e participando de singles e projetos de outros artistas, como a banda Siouxsie and the Banshees:

O Davi de Boa:

O chato de galocha Billy Corgan:

O Korn (?):

O Blink 182 (???):

E a bandinha que faz musiquinhas de Super Nes, a Crystal Castles:

Você só não verá amizade ente Roberto e o tiozão da Sukita Morrissey, pois reza uma lenda urbana que os dois são inimigos mortais.

Roberto Cult.

Na cultura pop, o visual de Roberto influenciou várias bandas e personagens, como o Sandman de Neil Gaiman:

O Edward Mãos de Tesoura:

O visual das bandas Mystery Jets:

Da banda gótica sabor framboesa My Chemical Romance:

Além do próprio (inclusive como dublador) fazer uma participação no South Park, transformando-se em Mothra, a vilã do Godzilla contra Barbara Streisand:

E o filme This must be the place, que será lançado neste ano fazer uma referência clara a Robert com o personagem Cheyenne, interpretado por Sean Penn (conhecendo Sean Penn, eu acredito que ele será melhor Robert Smith que o próprio Robert):

Então saudações a este ícone cultura que vem alegras nosso blog, e esta sexta-feira hipster a partir de agora está in love!

Gustota era gótico quando pré-adolescente graça a esta figura!

Sexta Feira Hipster – Tocando o Bordello com Eugene e sua gangue.

Quem anda pelas noites boêmias cariocas e paulistanas pode dar de cara acidentalmente (ou não) com este indivíduo:

Ostentando seu característico bigode, o cigano ucraniano que completará 40 anos neste ano adotou o multicultural Brasil como morada. Eugene Hütz, além de boêmio, também é conhecido por ter atuado em uma penca de filmes e ser o vocalista da banda de folk-punk Gogol Bordello.

O Bordel de Gogol.

Nikolai Gogol foi um dos grandes escritores da Rússia (apesar do mesmo ser ucraniano e crítico da Rússia). Seu estilo vagava entre um realismo quase existencial e um realismo fantástico (como no conto O Nariz, em que um nariz ganha vida própria). A identificação de Hütz com mais ucraniano dos escritores também vem junto de uma curiosidade: Gogol era celibatário e supostamente morreu virgem aos 43 anos. O nome da banda remete a virgindade e luxúria bem ao estilo Marilyn Manson.

Eugene mudou-se com a família da Ucrânia após o acidente do reator nuclear de Chernobyl.  Eles viajaram pela Polônia, Itália, Áustria e Hungria até chegarem aos Estados Unidos. Hütz começou carreira na banda de psychobilly The Fags:

Mas foi após o fim de sua banda predecessora e com a parceria do violinista russo Sergey Ryabtsev e do acordeonista Yuri Lemesehv, também russo, que teríamos as bases para o que seria o Gogol Bordello.

Em meados de 98 também se uniriam à banda o baterista Eliot Ferguson, o guitarrista Oren Kaplan e as dançarinas e performers Pam Racine e Elizabeth Sun:

                                                               Além de lindas, torcem pro melhor time do Brasil.

As performances do grupo chamam a atenção de gente grande no mundo musical, como o  baterista da soturna banda  Nick Cave and the Bad Seeds, Jim Sclavulos, que produz o primeiro álbum da banda, Voi-La Intruder, de 1999. O álbum traria o primeiro sucesso comercial da banda, Start wearing purple.

A inspiração para a música viria de uma vizinha de Eugene e sua namorada, uma velha e rabugenta senhora que se vestia de roxo da cabeça aos pés. Quando a namorada de Eugene começou a brigar com ele, ele teria sugerido que ela começasse a se vestir de roxo. Em 2002 eles lançam Multi Kontra Kulti v.s. Irony e em 2005 East Infection, mas é em 2007, com Super TarantaQue a banda ganha reconhecimento da crítica. Entre os grandes sucessos do álbum estão Wonderlust King:

e American Wedding:

Gogol tem forte influência do folk Russo tradicional com as bandas de punk da década de oitenta, tais como Dead Kennedys, Fugazi e Stiff Little Fingers, também dá pra sentir uma influência muito forte de outra banda com ideias muito parecidas com as de Gogol Bordello, mas que faz alusão à cultura sul-americana e centro-americana, a Mano Negra do famoso Manu Chao:

Que inclusive recebeu uma homenagem com um cover no álbum East Infection:

Sem dúvida as performances da banda são o que há de mais chamativo neles. Os músicos são performers natos e envolvem o público de forma apaixonante, descendo muitas vezes do palco e saindo das casas de show para tocar na rua:

A banda já foi objeto de documentário em 2008, a Gogol Bordello Non-Stop, de Margarita Jimeno:

E o próprio Eugene já se arriscou (com sucesso) como ator de cinema, interpretando um tradutor de russo picareta no filme Everything is Illuminated, baseado no best-seller de Jonathan Safran Froer:

E o Brasil é bom, Eugene?

O vocalista fanfarrão, apesar de nômade,  adotou o Brasil como segunda terra natal. Após um convite do Manu Chao para visitar o carnaval de Pernambuco (e conhecer o Mundo Livre S.A. juntamente com o movimento manguebeat).

Em dois anos (2010 e 2011) Eugene tem visitado o Brasil, seus acampamentos ciganos, rodas de samba, shows de forró e até os bailes funk. A música brasileira tocou profundamente Eugene:

Outro caso clássico do grande artista que admira nossa cultura a despeito do preconceito que o próprio brasileiro tem dela. Recentemente o Gogol fez um mega-show no Loolapalooza (com direito a Aí se eu te pego), e essa parceria do artista com o Brasil ainda irá gerar bons frutos para os dois lados:

Gustota foi amaldiçoado por uma cigana de Venda Nova a ouvir Gogol Bordello pelo resto da vida!

Top 5 – As mais curiosas manifestações do glam rock ao redor do mundo.

A androginia sempre esteve presente no imaginário das artes performáticas. Na maioria dos países, antes do século XX, as mulheres eram barradas de participar de óperas e peças de teatro e as poucas que participavam eram tidas como meretrizes. Isso forçava os artistas a se revezarem em papéis femininos, como o cantor castrado Farinelli:

O artista andrógino ganhou uma nova roupagem com o rock, em especial com o glam nos anos 60 e 70. Até hoje alguns artistas se arriscam no estilo, que é incorporado em inúmeras bandas ao redor do mundo:

5. Inglaterra, David Bowie:

O glam começou na Inglaterra, mais especificamente com bandas como T-Rex, mas foi David Bowie quem “institucionalizou” o fenômeno e tornou-o um espetáculo. Vários de seus personagens, como o roqueiro espacial Ziggy Stardust e Alladin Sane são seres de sexualidade dúbia.

4. Brasil, Secos e Molhados.

Por aqui, o Glam emplacou de vez na sensacional voz em falsete de Ney Matogrosso. Os Secos e Molhados fizeram imenso sucesso na década de 70, gerando inclusive a lenda de que o empresário do Kiss teria visto a banda em turnê pelo México e sugerido uma carreira internacional para os brasileiros, mas devido à recusa dos mesmos, acabou criando uma banda de maquiados composta por Gene Simmons e Paul Stanley. Mas o Kiss já usava maquiagem antes dos Secos e Molhados nos anos 70, e nos anos 60 havia a banda holandesa Dragonfly, que ostentava antes de todos o seguinte visual:

Mas isso não tira o mérito da sensacional banda de folk-rock brasileira:

3. Estados Unidos, Poison.

Aqui, o Glam já atingiu seu estado barroco. O hard-rock americano surgiu juntamente com a ascensão da MTV nos anos 80, marcando fortemente a era do videoclipe. Diferente das outras encarnações, o hard-rock suscitava o visual glam, mas a atitude buscava ser a mais viril possível. Os roqueiros usavam cabelos de laquê e maquiagem, mas gostavam de criar clipes pomposos de ação com lindas mulheres (as famosas groupies) e alto teor sexual. Uma das bandas mais emblemáticas desse movimento foi a Poison:

2. Japão, Malice Mizer.

O Japão também tem por tradição histórica artistas andróginos e maquiados, como no teatro kabuki:

    O ator de teatro kabuki Ebizo Ichikawa.

Este elemento unido ao glam , o gótico e o hardrock fez surgir em meados dos anos 90 o chamado visual kei, onde integrantes uniam os estilos musicais ocidentais com música e arte tradicionais japonesas e um elemento de teatral, dark e andrógino em suas performances. A banda mais emblemática deste movimento foi a Malice Mizer:

1. Espanha, Locomia.

Não temos uma banda de rock aqui, mas algo entre a discoteca e o pop latino. Nascidos nas discotecas de Ibiza, o Locomia uniu de forma um tanto inusitada algo do visual folclórico espanhol com o glam e os famosos leques (abanicos). A banda foi uma febre no final dos anos 80 e início dos 90, mas não conseguiu manter o sucesso por muito mais que três álbuns. Chegou a criar outra formação nos anos 2000 aos moldes das boy abnds, mas não vingou:

 0.5 – Pepeu Gomes, também do Brasil.

E não poderíamos deixar de citar o hino da androginia nacional na voz daquele que foi considerado um dos 10 melhores guitarristas do mundo pela Guitar World, sendo inclusive convidado para ser guitarrista do Megadeath e do Living Colour. Pepeu estava na onda do glam quando fez este inusitado videoclipe fundo de quintal. Então, diretamente da cozinha da sua casa, Pepeu Gomes:

Roupas Rasgadas, Falsificação de Documentos e Reboque. A Saga de um Pequeno Grupo de Fãs Tentando ver The Wall

Eita que o título ficou enorme \o/

E o post também vai ficar, mas a história é boa =)

Começando lá atrás

Minha história com PF começa lá nos meus 6, 7 anos de idade, meus tios ouviam muito em casa e eu achava incrível uma música poder ter 22min, um álbum ter uma capa que pisca e um cd poder ser um filme. Tudo isso pra mim era realmente impressionante (e continua sendo), tudo muito diferente, colorido e brilhante, muito barulho e umas mudanças estranhas do nada no meio das músicas. E eu adorava.

Euforia e Desapontamento e Euforia de Novo

Passados alguns (cof cof) aninhos, conheci mais álbuns, virei fã de verdade, estudei compreendi e me apaixonei ainda mais com a banda e todo o espetáculo que eles sempre faziam, aí fica aquela coisa que todo fã de música velha tem “ai, como eu queria ver ao vivo, ai pena que acabou, snif snif”. Lá pros idos de 07/2011 surge a notícia de que o Roger Waters passaria com a turnê The Wall Live pelo Brasil, foi só alegria e amor no coração. Eu e minha amiga Amanda decidimos que veríamos de qualquer forma, começamos a vigiar as datas esperando logo que começassem a venda dos ingressos, definissem local e essas coisas todas. Em 11/2011 abriram venda de ingressos, foi RUN LIKE HELL pra comprar, ela comprou antes e eu fui comprar cerca de 3 dias depois e já  não consegui no mesmo setor, iríamos separadas mas iríamos. Compramos ingresso pro show de sábado 31/03/2012 em São Paulo. Comentei com meus tios (aqueles que ouviam quando eu era pequena) mas já não haviam mais ingressos. Chega 01/2012 e cai uma bomba, nosso show tinha sido cancelado, depois surgiu a notícia que tinha sido remarcado pra terça feira seguinte. Aí veio o problema, seria impossível ir pra São Paulo em plena terça feira, todo mundo trabalhando e estudando. Já era The Wall. Solução: tentar trocar o ingresso pro domingo, uma das orientações dos organizadores do show. Tivemos que cancelar o ingresso e torcer pra encontrar  pro domingo, conseguimos. Liguei pros  meus tios na hora e comprei na hora pra eles também, todo mundo vai, feliz e contente uhul!

Falsificação de Documentos e Receios

Como já era de se esperar, os ingressos estavam com preço bem salgado, a sorte é que existe carteirinha de estudante então compramos meia entrada. Comprei meia entrada, também, para os meus tios pois meu tio é estudante de mestrado e professor, como professor ele conseguiria um comprovante pra minha tia. Engraçado que ele chegou com uns 3 certificados diferentes pra cada um, até EJA tinha, algum deles tinha que passar. O problema é que pra retirar os ingressos era somente na hora do show e eles exigiam a comprovação da meia entrada em 3 níveis de segurança diferentes.

Carro estragado, reboque, carro estragado, reboque, carro estragado, outro reboque…

Eis que chega o grande dia, depois de meses e meses de espera chega a hora de pegar estrada rumo a São Paulo, meus tios, eu e amanda saímos de BH de carro no sábado 3h da manhã com destino a Sorocaba, casa da minha madrinha, onde passaríamos o fim de semana e no domingo seguiríamos pro show em São Paulo, o plano era chegar por volta de 11h da manhã. Pegamos a Fernão Dias com seus milhares de postos de pedágio e fomos seguindo felizes até que o carro começou a esquentar e tivemos que parar, estávamos olhando o carro quando chegou o carro de suporte da própria fernão dias pra ver o que tinha acontecido, encontrou mais ou menos o problema e resolveu levar o carro pra uma oficina pra ver o problema no reservatório de água. Reboque Nº1.

Oficina, mexe, arruma, -2h, estrada de novo, com calma pra não ter problema…

Seguimos com aquele sentimento de “tudo bem, acontece, vamos em frente”. Continuamos a viagem com a ideia de chegar cedo ainda, antes de 14h já estaríamos na casa da minha madrinha de banho tomado e almoçando. Até que o carro esquenta de novo. Reboque Nº2.

Outra oficina, o mecânico avisa que não tinham arrumado direito, acha outro problema…

Oficina, mexe, arruma, -3h, estrada de novo mais devagar pra não esquentar.

Estrada novamente, dessa vez já meio cansados e com um princípio de irritação, mas foda-se. Estávamos rumo a Roger Waters The Wall Live! A realização de um sonho de anos pra todos nós. contratempo faz parte, a gente ainda  ia rir muito dessa história depois, vamos embora cansados mas com pensamento positivo!

E o carro estraga de novo. Reboque Nº3

Nesse ponto estávamos muito cansados, já era por volta de 17h, calor e o medo de não conseguir chegar, as dúvidas de como ir pro show, voltar pra casa, já pensando em alternativas, horário de vôo, preço de passagem…

Dessa vez não teve jeito, o carro não seria consertado pra chegarmos a Sorocaba. Tivemos que seguir de reboque até lá, aí vem contato com seguradora, negociação de reembolso, valores de pagamento e etc, sorte que faltava pouco… Probleminha engraçado, o carro de reboque só tinha lugar pra 2 pessoas e éramos 5. Amanda, minha tia Léia e eu tivemos que ir dentro do carro em cima do reboque, acontece que não pode isso então precisávamos nos esconder sempre que havia um reboque ou um posto da polícia federal…

Finalmente chegamos, mais ou menos 19:30, encontramos uma lasanha divina, bolos e mousse que minha madrinha tinha preparado. Comida, risadas, banho, cama, tudo que precisávamos pra esquecer e aliviar do dia mas ainda havia o problema do transporte pro show e pra casa. Depois de olhar voo, não conseguir consertar o carro a tempo e tudo mais, conseguimos um carro emprestado com outro tio pra ir pra São Paulo pro show e voltar pra BH…

Agora sim, The Wall \o/

Conseguimos ir de Sorocaba a São Paulo com uma facilidade que nos impressionou, a sinalização era super clara, mesmo sem ninguém conhecer o caminho nós chegamos bem tranquilos. Pegamos os ingressos e entramos no Morumbi, aí começa a ansiedade. Apesar da espera de mais de 6 meses foram nas últimas dias horas que o coração ficou mais apertado, a gente não via a hora de começar logo, palco montado e a gente só esperando. Encontramos nossa arquibancada e fomos à caça dos melhores lugares, o problema é que não tinha escada e precisamos subir pulando as cadeiras e nessa rasguei minha calça e a alça da bolsa arrebentou. Mas tudo por um bom motivo, olha a visão linda que conseguimos:

So ya.Thought ya. Might like to go to the show… Começa o espetáculo

Uma versão mais de perto:

 

 Hey Teacher! Leave The Kids Alone \o/

Seguindo a ordem do álbum pouco depois vem a tão esperada Another Brick in The Wall. Pra quem não conhece, essa é a junção da parte 1, Happiest Days of our Lives (quase toda instrumental) e Another Brick Parte II, e no fim parece que é uma música só. Esta é daquelas músicas em que até quem não é fã da banda fica de pé e bate palmas, marcou história, virou lenda.

Com direito ao professor inflado gigante e um bando de criancinhas *-*Foi aí que eu comecei a perder a voz! Gritei, gritei, marchei e gritei mais… Ao final Roger canta lentamente, e com uma imagem gigante de Jean Charles de Menezes em uma das várias homenagens feitas ao brasileiro… Just a brick in the wall…

 

 

Mother – Lágrimas, Emoção e uma surpresa foda

Em seguida veio Mother que é uma das minhas preferidas do Pink Floyd, não só do The Wall mas de todos os álbuns, uma música que sempre em emocionou de forma muito profunda. Roger anuncia que não conseguiria cantar essa música por ter perdido a mãe recentemente, o que nos traz um nó na garganta… A música continua com a imagem de Jean Charles enquanto passam nomes de outras pessoas mortas de forma violenta, por erros da justiça ou da polícia. E o Morumbi calou. Preciso nem falar que chorei que nem idiota.

Mother vem com diversos questionamentos, em uma das frases Roger pergunta a sua mãe: “Mother, should i trust the government?”

Eis que surge (enorme) no muro a frase NEM FUDENDO. Aí galera foi a loucura, meus amigos…

Hush now baby, baby, don’t you cry…

Goodbye cruel world…

Parte importante do show é notar que o muro continua sendo construído durante todo o álbum 1, primeira metade do espetáculo. Seu último tijolo é colocado poeticamente ao som de Goodbye Cruel World que vem de uma sequência bonita e triste logo após Dont Leave Me Now e Another Brick in The Wall III. Obs: eu morria de medo dessa flor quando criança.

Mais de perto
As imagens que aparecem no muro ao final são de pessoas mortas em todo o mundo, vítimas direta ou indiretamente do governo, ficaram lá por todo o intervalo ao som de marchas fúnebres ao fundo.
O Recomeço
Voltamos do intervalo já no álbum 2 com Hey You, outra das queridinhas da galera. Surpreendentemente temos uma música sem espetáculos, sem fogos nem grandes projeções, emocionando pela qualidade do som e pela simplicidade diante de toda a grandiosidade já vista. Linda.
Together we stand. Divided we fall..
We Will Remember You
Olha, eu até tentei desmembrar e não falar dessa sequência mas ela é tão perfeita e única que não tem como falar nela senão mostrando completa. Começamos em Vera, vamos pra Bring The Boys Back Home fechando brilhantemente com Confortably Numb. A escolha das imagens, o som melódico, a emoção dos músicos, tudo isso fazendo arrepiar qualquer um. Acho que não houve quem não chorasse, estando lá ou não. Tavez a sequência mais profunda de todo o espetáculo.
You Better Run!
Run Like Hell  nunca entrou no meu Top 10 floydiano mas a apresentação foi fantástica, dava pra sentir o chão tremer! Roger começa perguntando “Tem muitos paranoicos no estádio hoje?” , e que tal um porco gigante inflado jogado na platéia com frases de impacto denunciando erros do governo e incitando o povo a ir a luta? Teve também. Ah, e em português. Roger Waters colocou o Morumbi inteiro pra marchar!
Waiting for the Worms também ficou foda! Que tal sangue, megafone e os famosos martelos vermelhos?
Queda do Muro
Com a chegada do fim do álbum vem o fim do muro com o que foi, visualmente, a parte mais psicodélica do show.
The Trial é, pra mim, a música mais insana de todo o The Wall, com vocais distorcidos, profusão de imagens a là país das maravilhas  e confusão sonora Roger nos transporta pra um verdadeiro filme no telão. Projeção com efeito 3D e tudo. Precisa mais?
Já caiu o muro, vai falar mais o quê???
Acreditem, ainda existe muita história a ser contada, tipo os churros de R$6 e o cachorro quente de R$12. A cerveja que só era budewiser e a solução pouco higiênica que os caras arrumaram pra se livrar da cerveja, mas fica pra outro post…
Nessa hora o leitor deve estar pensando, “poxa deu tudo certo,que bom, que lindo, que feliz…”
No caminho pra casa acreditam que o carro emprestado também quebrou?
=)

Pink Floyd in Harp

Vocês já cansaram das gêmeas harpistas?

Não?

Que bom, então vou postar mais um delas! Dessa vez é nada menos que Pink Floyd, delicinha da vida, coisa linda de Deus!!!!

Whish You Were Here in harp, deliciem-se!

Aos que me cobraram o post do The Wall Live, calma que ta chegando!

Se gostaram da música das loirinhas tem mais aqui e aqui.

Sexta-feira Hipster – cinco covers hipsters de Serge Gainsbourg.

Espera aí, sexta hipster no domingão? Desculpem pelo atraso, mas tivemos alguns problemas técnicos nesta semana. Hoje faremos uma homenagem ao cantor Serge Gainsbourg que morreu dia 2 de março de 1991. Quem foi ele? Nascido em  Paris,1928, Serge Gainsbourg era filho de emigrados judeus da Rússia fugidos da guerra e da ameaça nazista. Ele só começou a carreira musical depois dos trinta, antes disso era um pintor frustrado e pianista de bar, e sua carreira só deslanchou depois dos quarenta, enquanto ele ainda morava de favor na casa dos pais.

Em 30 anos de carreira lançou mais de 28 álbuns. Para a França, Gainsbourg elevou o pop francês ao nível de arte. Vale lembrar que ele gravou uma das mais polêmicas músicas da sua época (e de quebra, pegou a mulher mais desejada também, a Brigitte Bardot que canta juntamente com ele esta canção):

A música é polêmica pelo absurdo erotismo e os gemidos escancarados de tesão da Brigitte. Para saber mais sobre o romance dos dois, vale a pena ver o recente filme Gainsbourg:

Ele tentou pegar a Whitney Houston também. Ao vivo, bêbado e com uma cantada sujíssima:

E os cults amam Gainsbourb:

Como não? Então aqui vão cinco covers de músicos hipsters apaixonados pelas canções do menestrel francês:

 

1° Beirut – La Javanaise:

O músico que virou queridinho por aqui depois do sucesso da série global Capitú costuma tocar esta adaptação em shows ao vivo (tocou em São Paulo, inclusive).

 

2° Arcade Fire – Poupee de Cire:

Esta ficou muito boa. Os músicos a lançaram em versão exclusiva.

 

3°  Franz Ferdinand – A song for a Sorry Angel:

Esta aqui faz parte de um álbum de tributo a Gainsbourg ( Monsieur Gainsbourg Revisited de 2006). A parceria entre o Franz Ferdinand e a Jane Birkin, ex-mulher de Gainsbourg e intérprete original da canção também é interessante.

 

4° The Rakes – Just a Man with no Job:

Outra do mesmo tributo. Com uma pegada bem indie rock.

 

5° Nick Cave – I Love You nor Do I:

Undergound oldschool, Cave repetiu a canção dueto de Gainsbourg e Bardot, desta vez em Inglês e com Anita Lane.

Gainsbourg morreu na sua casa em Paris, em 1991, de complicações cardíacas .Muitos apontam que foi pelo excesso de bebida e cigarros. Nicolas Godin da banda Air afirma que “Todos conseguem lembrar o que estavam fazendo quando souberam da morte de Gainsbourg. Foi um grande choque, porque ele sempre esteve presente, era parte da nossa cultura. Sempre aparecia na TV, fazendo alguma coisa maluca” .

Tamanho foi o impacto da morte dele no país berço do iluminismo. Por aqui deixamos a nossa homenagem a este grande músico:

Gustota ouve as músicas de Gainsbourg, vê ele cantando a Whitney, e compreende que ele é o mestre verdadeiro do amor.