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O Pioneiro em Saltos da Estratosfera (e sem Red Bull)

mundo inteiro ta comentando o salto de 120.000 pés (+/- 39km) de Felix Baumgartner, todos super impressionados e empolgados, acontece que há 52 anos um homem saltou de paraquedas de uma altura de mais de 100.000 pés (cerca de 32km) sem nem metade 

Joseph Kittinger nasceu em 1928 e é um astronauta que trabalhou em projetos de balões de hélio para a força aérea norte americana, ficou famoso por participar do projeto Excelsior testando o sistema Beaupre de paraquedas para saltos de grandes altitudes e a velocidades supersônicas. Durante o Projeto Excelsior Joseph saltou nada menos que três vezes da estratosfera. Sim amiguinhos, TRÊS VEZES, há mais de 50 anos. chupa essa Felix   E isso sem metade do aparato tecnológico que Felix teve o que, com certeza, requer muito mais coragem.

 

Em seu primeiro salto Joseph foi parcialmente sufocado pelas cordas do paraquedas e quase morreu, no terceiro salto, durante a subida, o piloto começou a sentir uma forte dor na mão direita causada por uma falha em sua luva de pressão. Aparentemente, a luva falhou devido a uma rachadura na linha de oxigênio o que causou um dano permanente em sua mão por conta da despressurização e das baixas temperaturas que enfrentou. O detalhe é que ele percebeu o problema na luva durante a subida e não quis relatar pra não estragar a missão. Corajoso nada né?

Esse último salto foi de um balão de hélio de uma altitude de 31,3 quilômetros (102.800 pés), no ano de 1960. Ele ficou em queda livre por 4 minutos e 36 segundos  antes de abrir seu pára-quedas a 5.500 metros do chão. O tempo total do salto foi de 13 minutos e 45 segundos e o piloto foi exposto a temperaturas de até -70 Celsius.

Naquele momento foram batidos os recordes de:

  • maior altitude alcançada por um balão,
  • maior altitude de um salto de paraquedas,
  • maior salto em queda livre
  • maior velocidade atingida por um homem através da atmosfera.

Seus recordes permaneceram intactos até esse final de semana, nada menos que 52 anos. Além disso, os recordes só foram batidos com a ajuda do próprio Joseph Kittinger que foi integrante de honra da equipe do projeto “Red Bull Stratos”, atuando como consultor, treinador e principal contato de rádio entre o solo e a cápsula onde se encontrava Felix Baumgartner. Em uma palavra, respeito.

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Senshi Sports – Nova sessão.

Hoje começa a novíssima coluna esportiva do Senshi, todas as quartas -feiras aqui na página do Coletivo.

Senshi Sports irá tratar não de esportes diretamente, mas de todo o universo que permeia este mundo, os bastidores, os personagens, as histórias e os fãs.

A gana do esporte.

Para estrear a coluna, eu gostaria de falar sobre a gana do esportista, aquilo que o define, o quanto ele deseja ser um ser humano de destaque naquilo que ele fará e que nenhum outro conseguirá atingir. Acredito que algo que define bem o espírito dos esportes é o discurso do “pastor hip-hop” Eric Thomas para um time de basquete:

“Você não se importa com nenhum jogo de basquete, sobre o que está na tv ,você não se importa com ninguém ligando para você, te chamando para  uma festa. A única coisa que você se preocupa quando você está tentando respirar é obter algum ar fresco.
E quando você chegar ao ponto onde tudo que você quer fazer é ser bem-sucedido tanto quanto você quer respirar, você será bem sucedido pra valer.
E eu estou aqui para vos dizer, primeiro, que a maioria de vocês dizem que querem ser bem-sucedidos, mas vocês não o querem pra valer. Vocês só meio que querem. Vocês não querem tanto quanto vocês querem uma festa, vocês não quer querem tanto quanto vocês querem ser legais.
A maioria de vocês não querem o sucesso tanto quanto vocês querem dormir. Quantos perderam o sono mais do que amavam o sucesso? Estou aqui para lhes dizer, se você estiver indo ser bem-sucedido você tem que estar disposto a desistir de sono.
Você tem que estar disposto a trabalhar com de 3 horas de sono, 2 horas . Se você realmente quiser ser bem-sucedido um dia você vai ter que ficar acordado por 3 dias em uma fila , porque se você dormir, você pode perder a oportunidade de ser bem-sucedido. Isso é o quanto  você querer isso pra valer.
Você tem quer ser bem-sucedido tanto que você se esqueça de comer.
Não vá dormir até ser bem-sucedido.
Não tente sair. Você já está com dor, você já está ferido. Obtenha uma recompensa por isso.
Você nunca será bem-sucedido até que eu não tenho que lhe dar um centavo. Até que você diga, eu não preciso desse dinheiro, porque eu tenho ele aqui. Você tem que estar disposto a qualquer momento a sacrificar aquilo que você é por aquilo que você quer ser. “

O pastor Eric Thomas nasceu em Chicago e se criou nas ruas de Detroit. Saiu da marginalidade e entrou para a pastoral aos 17, por intervenção de outro pastor. E.T., como é chamado tornou-se educador com p.h.d. em educação administrativa pela Universidade de Michigan e especializou-se em discursos e palestras motivacionais. Ainda que tenha ligações com a igreja, E.T. utiliza da realidade e da própria energia  pessoal dos indivíduos em seus discursos, tornando-se o guru favorito dos times e de esportistas individuais.

Aqui você confere o vídeo com o áudio deste discurso, mostrando atletas como Ali, Foreman, Mike Tyson, Ray Lewis e Floyd Manweather.

Eu acredito nestas sentenças de E.T. para o esporte. Do indivíduo que corre para perder peso ao atleta olímpico, todos buscam abrir mão daquilo que são para aquilo que querem ser, superar as suas próprias limitações, sejam elas físicas, financeiras ou pessoais.

Um vídeo que ilustra bem esta situação é este excelente comercial do Fight Night, a tradicional luta de boxe dos sábados na HBO:

Espero que vocês possam acompanhar e curtir com a gente mais esta sessão! Não esqueçam de mandar sugestões para nós!

Gustota wants to blog in the bad way!

Obs: As matérias anteriores de esporte do Senshi foram transferidas para esta sessão.

Roupas Rasgadas, Falsificação de Documentos e Reboque. A Saga de um Pequeno Grupo de Fãs Tentando ver The Wall

Eita que o título ficou enorme \o/

E o post também vai ficar, mas a história é boa =)

Começando lá atrás

Minha história com PF começa lá nos meus 6, 7 anos de idade, meus tios ouviam muito em casa e eu achava incrível uma música poder ter 22min, um álbum ter uma capa que pisca e um cd poder ser um filme. Tudo isso pra mim era realmente impressionante (e continua sendo), tudo muito diferente, colorido e brilhante, muito barulho e umas mudanças estranhas do nada no meio das músicas. E eu adorava.

Euforia e Desapontamento e Euforia de Novo

Passados alguns (cof cof) aninhos, conheci mais álbuns, virei fã de verdade, estudei compreendi e me apaixonei ainda mais com a banda e todo o espetáculo que eles sempre faziam, aí fica aquela coisa que todo fã de música velha tem “ai, como eu queria ver ao vivo, ai pena que acabou, snif snif”. Lá pros idos de 07/2011 surge a notícia de que o Roger Waters passaria com a turnê The Wall Live pelo Brasil, foi só alegria e amor no coração. Eu e minha amiga Amanda decidimos que veríamos de qualquer forma, começamos a vigiar as datas esperando logo que começassem a venda dos ingressos, definissem local e essas coisas todas. Em 11/2011 abriram venda de ingressos, foi RUN LIKE HELL pra comprar, ela comprou antes e eu fui comprar cerca de 3 dias depois e já  não consegui no mesmo setor, iríamos separadas mas iríamos. Compramos ingresso pro show de sábado 31/03/2012 em São Paulo. Comentei com meus tios (aqueles que ouviam quando eu era pequena) mas já não haviam mais ingressos. Chega 01/2012 e cai uma bomba, nosso show tinha sido cancelado, depois surgiu a notícia que tinha sido remarcado pra terça feira seguinte. Aí veio o problema, seria impossível ir pra São Paulo em plena terça feira, todo mundo trabalhando e estudando. Já era The Wall. Solução: tentar trocar o ingresso pro domingo, uma das orientações dos organizadores do show. Tivemos que cancelar o ingresso e torcer pra encontrar  pro domingo, conseguimos. Liguei pros  meus tios na hora e comprei na hora pra eles também, todo mundo vai, feliz e contente uhul!

Falsificação de Documentos e Receios

Como já era de se esperar, os ingressos estavam com preço bem salgado, a sorte é que existe carteirinha de estudante então compramos meia entrada. Comprei meia entrada, também, para os meus tios pois meu tio é estudante de mestrado e professor, como professor ele conseguiria um comprovante pra minha tia. Engraçado que ele chegou com uns 3 certificados diferentes pra cada um, até EJA tinha, algum deles tinha que passar. O problema é que pra retirar os ingressos era somente na hora do show e eles exigiam a comprovação da meia entrada em 3 níveis de segurança diferentes.

Carro estragado, reboque, carro estragado, reboque, carro estragado, outro reboque…

Eis que chega o grande dia, depois de meses e meses de espera chega a hora de pegar estrada rumo a São Paulo, meus tios, eu e amanda saímos de BH de carro no sábado 3h da manhã com destino a Sorocaba, casa da minha madrinha, onde passaríamos o fim de semana e no domingo seguiríamos pro show em São Paulo, o plano era chegar por volta de 11h da manhã. Pegamos a Fernão Dias com seus milhares de postos de pedágio e fomos seguindo felizes até que o carro começou a esquentar e tivemos que parar, estávamos olhando o carro quando chegou o carro de suporte da própria fernão dias pra ver o que tinha acontecido, encontrou mais ou menos o problema e resolveu levar o carro pra uma oficina pra ver o problema no reservatório de água. Reboque Nº1.

Oficina, mexe, arruma, -2h, estrada de novo, com calma pra não ter problema…

Seguimos com aquele sentimento de “tudo bem, acontece, vamos em frente”. Continuamos a viagem com a ideia de chegar cedo ainda, antes de 14h já estaríamos na casa da minha madrinha de banho tomado e almoçando. Até que o carro esquenta de novo. Reboque Nº2.

Outra oficina, o mecânico avisa que não tinham arrumado direito, acha outro problema…

Oficina, mexe, arruma, -3h, estrada de novo mais devagar pra não esquentar.

Estrada novamente, dessa vez já meio cansados e com um princípio de irritação, mas foda-se. Estávamos rumo a Roger Waters The Wall Live! A realização de um sonho de anos pra todos nós. contratempo faz parte, a gente ainda  ia rir muito dessa história depois, vamos embora cansados mas com pensamento positivo!

E o carro estraga de novo. Reboque Nº3

Nesse ponto estávamos muito cansados, já era por volta de 17h, calor e o medo de não conseguir chegar, as dúvidas de como ir pro show, voltar pra casa, já pensando em alternativas, horário de vôo, preço de passagem…

Dessa vez não teve jeito, o carro não seria consertado pra chegarmos a Sorocaba. Tivemos que seguir de reboque até lá, aí vem contato com seguradora, negociação de reembolso, valores de pagamento e etc, sorte que faltava pouco… Probleminha engraçado, o carro de reboque só tinha lugar pra 2 pessoas e éramos 5. Amanda, minha tia Léia e eu tivemos que ir dentro do carro em cima do reboque, acontece que não pode isso então precisávamos nos esconder sempre que havia um reboque ou um posto da polícia federal…

Finalmente chegamos, mais ou menos 19:30, encontramos uma lasanha divina, bolos e mousse que minha madrinha tinha preparado. Comida, risadas, banho, cama, tudo que precisávamos pra esquecer e aliviar do dia mas ainda havia o problema do transporte pro show e pra casa. Depois de olhar voo, não conseguir consertar o carro a tempo e tudo mais, conseguimos um carro emprestado com outro tio pra ir pra São Paulo pro show e voltar pra BH…

Agora sim, The Wall \o/

Conseguimos ir de Sorocaba a São Paulo com uma facilidade que nos impressionou, a sinalização era super clara, mesmo sem ninguém conhecer o caminho nós chegamos bem tranquilos. Pegamos os ingressos e entramos no Morumbi, aí começa a ansiedade. Apesar da espera de mais de 6 meses foram nas últimas dias horas que o coração ficou mais apertado, a gente não via a hora de começar logo, palco montado e a gente só esperando. Encontramos nossa arquibancada e fomos à caça dos melhores lugares, o problema é que não tinha escada e precisamos subir pulando as cadeiras e nessa rasguei minha calça e a alça da bolsa arrebentou. Mas tudo por um bom motivo, olha a visão linda que conseguimos:

So ya.Thought ya. Might like to go to the show… Começa o espetáculo

Uma versão mais de perto:

 

 Hey Teacher! Leave The Kids Alone \o/

Seguindo a ordem do álbum pouco depois vem a tão esperada Another Brick in The Wall. Pra quem não conhece, essa é a junção da parte 1, Happiest Days of our Lives (quase toda instrumental) e Another Brick Parte II, e no fim parece que é uma música só. Esta é daquelas músicas em que até quem não é fã da banda fica de pé e bate palmas, marcou história, virou lenda.

Com direito ao professor inflado gigante e um bando de criancinhas *-*Foi aí que eu comecei a perder a voz! Gritei, gritei, marchei e gritei mais… Ao final Roger canta lentamente, e com uma imagem gigante de Jean Charles de Menezes em uma das várias homenagens feitas ao brasileiro… Just a brick in the wall…

 

 

Mother – Lágrimas, Emoção e uma surpresa foda

Em seguida veio Mother que é uma das minhas preferidas do Pink Floyd, não só do The Wall mas de todos os álbuns, uma música que sempre em emocionou de forma muito profunda. Roger anuncia que não conseguiria cantar essa música por ter perdido a mãe recentemente, o que nos traz um nó na garganta… A música continua com a imagem de Jean Charles enquanto passam nomes de outras pessoas mortas de forma violenta, por erros da justiça ou da polícia. E o Morumbi calou. Preciso nem falar que chorei que nem idiota.

Mother vem com diversos questionamentos, em uma das frases Roger pergunta a sua mãe: “Mother, should i trust the government?”

Eis que surge (enorme) no muro a frase NEM FUDENDO. Aí galera foi a loucura, meus amigos…

Hush now baby, baby, don’t you cry…

Goodbye cruel world…

Parte importante do show é notar que o muro continua sendo construído durante todo o álbum 1, primeira metade do espetáculo. Seu último tijolo é colocado poeticamente ao som de Goodbye Cruel World que vem de uma sequência bonita e triste logo após Dont Leave Me Now e Another Brick in The Wall III. Obs: eu morria de medo dessa flor quando criança.

Mais de perto
As imagens que aparecem no muro ao final são de pessoas mortas em todo o mundo, vítimas direta ou indiretamente do governo, ficaram lá por todo o intervalo ao som de marchas fúnebres ao fundo.
O Recomeço
Voltamos do intervalo já no álbum 2 com Hey You, outra das queridinhas da galera. Surpreendentemente temos uma música sem espetáculos, sem fogos nem grandes projeções, emocionando pela qualidade do som e pela simplicidade diante de toda a grandiosidade já vista. Linda.
Together we stand. Divided we fall..
We Will Remember You
Olha, eu até tentei desmembrar e não falar dessa sequência mas ela é tão perfeita e única que não tem como falar nela senão mostrando completa. Começamos em Vera, vamos pra Bring The Boys Back Home fechando brilhantemente com Confortably Numb. A escolha das imagens, o som melódico, a emoção dos músicos, tudo isso fazendo arrepiar qualquer um. Acho que não houve quem não chorasse, estando lá ou não. Tavez a sequência mais profunda de todo o espetáculo.
You Better Run!
Run Like Hell  nunca entrou no meu Top 10 floydiano mas a apresentação foi fantástica, dava pra sentir o chão tremer! Roger começa perguntando “Tem muitos paranoicos no estádio hoje?” , e que tal um porco gigante inflado jogado na platéia com frases de impacto denunciando erros do governo e incitando o povo a ir a luta? Teve também. Ah, e em português. Roger Waters colocou o Morumbi inteiro pra marchar!
Waiting for the Worms também ficou foda! Que tal sangue, megafone e os famosos martelos vermelhos?
Queda do Muro
Com a chegada do fim do álbum vem o fim do muro com o que foi, visualmente, a parte mais psicodélica do show.
The Trial é, pra mim, a música mais insana de todo o The Wall, com vocais distorcidos, profusão de imagens a là país das maravilhas  e confusão sonora Roger nos transporta pra um verdadeiro filme no telão. Projeção com efeito 3D e tudo. Precisa mais?
Já caiu o muro, vai falar mais o quê???
Acreditem, ainda existe muita história a ser contada, tipo os churros de R$6 e o cachorro quente de R$12. A cerveja que só era budewiser e a solução pouco higiênica que os caras arrumaram pra se livrar da cerveja, mas fica pra outro post…
Nessa hora o leitor deve estar pensando, “poxa deu tudo certo,que bom, que lindo, que feliz…”
No caminho pra casa acreditam que o carro emprestado também quebrou?
=)

Doe Palavras

Lula,  Reynaldo Gianecchini, Michael Douglas, Elizabeth Taylor, meu avô, talvez o seu, o vizinho do outro lado da rua… todos eles, famosos ou não, têm uma coisa em comum, lutam ou lutaram contra o câncer.

Esta doença é a segunda que mais mata no Brasil e quem tem ou já teve algum parente com esta enfermidade sabe como é difícil. Ter pensamento positivo e força de vontade é fundamental na luta contra a doença, mas muitas vezes, o paciente perde o estímulo e se entrega, pois não acredita que conseguirá se curar.

Pensando nisso, ano passado o Instituto Mário Penna, através da RC Comunicação, criou um movimento chamado Doe Palavras, onde qualquer um de nós pode mandar uma mensagem de força e esperança e ajudar os pacientes a continuarem lutando.

As “doações” pode ser feitas pelo site oficial do programa ou pelo Twitter através da hashtag #doepalavras. As mensagens serão exibidas nas salas quimioterapia dos hospitais que aderiram ao programa.

 

Para saber um pouco mais sobre o sucesso do programa, veja o vídeo abaixo:

 

Faça a sua parte e ajude na luta contra o câncer.

Aquele abraço.

 

 

Hunter Thompson + Franz Kafka? Só pode ser maravilhoso!

O que você espera de uma propaganda para uma livraria Neozelandeza que reverte 100% de seu lucro em caridade? Algo bem assim, não é?

Só que não. A Goodbooks International  criou uma animação sensacional combinando a Metamorfose de Kafka com Medo e Delírio em Las Vegas de Thompson.

Duas obras sensacionais juntas, e você não as conhece?

Conheça então:

A Metamorfose de Kafka.

Medo e Delírio em Las Vegas de Hunter Thompson.

Melhor que este vídeo lisérgico, só se tivesse a narrativa de Will. Shatner!

Gustota quer ser Hunter Thompson quando crescer.

Três porquinhos e o open journalism.

O ativismo efervescente da internet 2.0 está, de fato, mudando a forma como as pessoas lidam com conflitos locais e se mobilizam contra escândalos. O jornal The Guardian, que não produzia um comercial televisivo desde 1996, desenvolveu este para divulgar seu jornal virtual como plataforma do chamado “open journalism”. Neste comercial, os três porquinhos são despejados de suas casas pelo lobo mau, e os ativistas virtuais se mobilizam a favor dos personagens de fábula.

O jornal The Guardian possui uma linha editorial mais conservadora e voltada para uma elite intelectual inglesa, mas isso não o impediu de posicionar-se a favor de Julian Assange e do WikiLeaks, tendo inclusive investigado vários documentos que de lá vazaram, como posicionou-se contra as práticas midiáticas de Rupert Murdoch, desmascarando seus esquemas ilegais de invasão de privacidade.

Vale observar também a analogia entre os escândalos políticos com os contos de fadas que o comercial faz, como se mostrasse que os dois são construções fantasiosas que a mídia tradicional cria e a internet derruba.

Gustota acredita que esta analogia dos três porquinhos cairia como uma luva no caso de Pinheirinho. 

Jim Parsons representa mais de 30 personagens em videoclipe.

O ator Jim Parsons alcançou imensa notoriedade com o personagem Sheldon do Big Bang Theory. Tão incrível é a atuação e o personagem que Parsons pode vir a ficar marcado como este personagem pelo resto da carreira. Ainda que seja difícil desvincular o ator do personagem, Jim Parsons prova que é um ator extremamente versátil nesta campanha de apoio no combate ao câncer. No clipe, Parsons interpreta nada menos que 30 personagens em três minutos. A música e o clipe são criações dos Selwyn Brothers:

Gustota acha o Jim Parsons um excelente ator, mas inevitavelmente viu 30 Sheldons diferentes no videoclipe.

 

 

Adaptação para o cinema de On the Road chegando.

Está chegando aos cinemas muito em breve o filme On the Road, dirigido pelo filho do lendário banqueiro Walter Moreira Salles e tendo no elenco nomes de relevância como Aragorn, o cara que interpretou o Ian Curtis e a menina do Crepúsculo. A estréia no Brasil está prevista para 8 de junho.

E você não conhece o Pé na Estrada de Jack Kerouac? Não sabe que este livro é a Bíblia dos hipsters nos anos 60, o livro que moldou os ideais de uma geração inteira?  O livro que fez Robert Zimmerman querer fugir de casa e virar o Bob Dylan, o livro que foi o ponto em comum para os integrantes do The Doors se juntarem e fez o Tom Waits cair na estrada? Pois deveria saber!

O livro conta as aventuras nas estradas americanas de Sal Paradise (Jack Kerouac), Dean Moriarty (Neal Cassidy) em uma época de ebulição cultural e forte espírito de contestação e ao som de Jazz. Em sua jornada, Sal visita outros escritores notáveis como Carlo Marx (Allen Ginsberg) e Old Bull Lee (William Burroughs). É impossível descrever o livro sem a sua vibe particular.  A narrativa interminável e alucinante que nunca deixa a peteca cair, o fluxo de consciência de Jack Kerouac você só entenderá se ler este livro.

Há uma excelente adaptação do texto de Kerouac para o português realizada pelo jornalista Eduardo Bueno (o cara que tinha um quadro de história brasileira no Fantástico e apareceu no History Channel):

Quanto ao filme, resta esperar até o dia   da estréia e ver se não vão estragar muito. Walter Salles deve seguir a linha do Diários de Motocicleta, misturando trechos do livro às desventuras de Jack nas estradas americanas.

O filme tem uma Fanpage na Internet, vá lá e curta para manter-se informado das novidades na produção:

https://www.facebook.com/official.ontheroad

Deixo por fim uma homenagem a este livro de alguém que em breve estará no Brasil:

Gustota ainda vai cair na estrada!

Um Novo Olhar Sobre o Pós-Guerra

O inferno da guerra chega em casa.

Engana-se quem pensa que com o fim da guerra a vida volta ao normal, uma pesquisa realizada em 2009 no estado do Colorado, EUA mostra que com o fim da guerra no Iraque os soldados voltaram completamente transtornados.

O jornal Colorado Springs Gazetta acompanhou um batalhão após o retorno da guerra do Iraque e o resultado foi alarmante. A grande maioria dos soldados tinha se envolvido em brigas, espancamentos, estupros, direção sob efeito do álcool, em negócios de drogas, violência doméstica, tiroteios, esfaqueamentos, sequestros e suicídios. Soldados que retornavam tinham tendencia a cometer suicídio a uma taxa 20 vezes maior do que outros jovens homens americanos. Uma reportagem do New York Times mostrou que em 2010 a quantidade de soldados que morriam após o retorno pra casa, vítimas dos mais diversos transtornos, já estava maior que as mortes do Iraque e Afeganistão juntos.

Foi para alertar sobre essa situação que o coletivo norte-americano Dorothy, com o projeto “Casualties of War”,  criou soldadinhos de plástico que mostravam a realidade da volta pra casa vivida pelos soldados.

Alguma dúvida de que a guerra só tem perdedores?

Dorothy

Banksy e King Robbo, a guerra do Graffiti.

O nome Banksy virou sinônimo de arte subversiva e questionamento da indústria cultural. Sua obra chamou a atenção do mundo, como o seu mural na Faixa de Gaza, aliando graffiti com questionamento político:

Seu documentário, Exit Trough the Gift Shop questiona toda a lógica da comercialização artística, misturando fatos reais com ficção ao criar a figura do Mr. Brainwash, e inclusive concorreu ao Oscar em 2011:

Outros fatos chamam a atenção para Banksy, porém. Um deles é a notável disputa que ele e King Robbo, um dos graffiteiros mais antigos de Londres travaram. King Robbo criou um dos graffitis mais antigos da cidade, no túnel de Camden em 1985, local cujo único acesso é através de barco:

Em 2006, a assinatura foi “estragada” por outros Graffiteiros:

Em 2009 Banksy entra na história  após receber críticas de Robbo no livro London Hands Styles e cria um stencil “desmanchando” a obra:

Robbo abandona aposentadoria e manda sua resposta para o Banksy poucas semanas depois:

Banksy segue a provocação de Robbo e continua com a disputa meses depois:

Alguns meses depois. Robbo simplesmente apaga o “fuc” e deixa como está:

Depois alguém apaga o graffiti passando tinta preta por cima. Não se sabe se foi a prefeitura ou outros graffiteiros:

Mais alguns meses depois e uma nova resposta de King Robbo:

Outra parede preta vem logo depois, dessa vez provavelmente por graffiteiros simpáticos a Banksy:

Em 2011, Banksy cria uma obra completamente nonsense na parede:

King Robbo pinta a parede de preto, pronto para uma retaliação. Porém, ele entra em coma antes de conseguir acabar a obra:

Sete meses depois, Banksy cria uma homenagem a Robbo reproduzindo o Graffiti original:

Logo em seguida, no final de 2011, partidários de Robbo passam a denegrir Banksy e sua homenagem:

Banksy responde com elegância e é rechaçado:

Artes de rua de Banksy são atacadas por graffiteiros  partidários de Robbo e a guerra continua:

Achei tão fascinante (quase cinematográfica) a disputa entre Robbo e Banksy. A pergunta é a mesma que envolve tudo com o nome de Banksy: o que é verdade, o que e mentira nessa história toda? Será que Banksy estava disputando com Robbo ou dando uma nova vida à carreira de Robbo? Será que Banksy perdeu de fato os valores de graffiteiro e está entrando no mundo da arte sem subversão? Teria ele, com toda essa brincadeira, dado armas aos seus críticos para destruírem suas obras sem aviso? Controverso ou não, Banksy é o único que consegue transformar o graffiti em um debate sobre arte no mundo.

Saiba mais spbre essa briga neste documentário: