Arquivo da categoria: Galeria de Arte

Além do Realismo

Já ouviram falar no  Tjalf Sparnaay?

É um pintor holandês que pinta quadros hiper-realistas e tem como principal inspiração os alimentos.  Tjalf é artista há muitos anos e viaja o mundo divulgando sua técnica de e inspirado jovens artistas. Toda a sua obra é riquíssima em detalhes que chamam a atenção e surpreendem os observadores.

Atualmente ele está viajando com sua exposição pela Europa com planos de passar pelo Canadá e Estados Unidos, no site do artista não tem planos de passagem pelo Brasil, uma pena.

Vejam mais algumas obras desse fabuloso artista:

Beijos e até a próxima!!

Eventos vintage: eu já vivia em um mundo de fantasia antes de ser mainstream.

Juninho tem 16 anos. Ele não lava o cabelo. Nunca comprou uma camisa. Com um pouco de sorte, ele troca de cueca uma vez por semana. Mas nem sempre o Juninho é assim. Em certos períodos específicos do ano, Juninho passa horas alisando e colorindo as madeixas no cabeleireiro da mãe. Ele domina os conhecimentos de tecidos com pesquisa apurada de preços. Ele desenha seus próprios modelitos. Ele compra maquiagem especializada. Ele gasta o dobro que a irmã com cosméticos. Juninho, senhoras e senhores, é um cosplay.

Juninho não está sozinho: existe uma legião de administradores, médicos, advogados, programadores, publicitários e profissionais liberais  que aderem a um saudável (apesar das controvérsias) escapismo nos fins de semana em eventos específicos de animes, quadrinhos e RPG. Para muitos, trata-se de uma festa a fantasia, mas quem já foi sabe que a questão vai muito além disso. Incorporar à perfeição um personagem de ficção é uma forma de arte cênica. Requer tempo, ensaios, exercícios (apesar de muitos não ligarem para as diferenças de peso entre eles e os personagens) e muito investimento para alcançar a perfeição. Pois hoje em nossa galeria nós vamos relembrar alguns dos percursores dessa controversa arte. Cosplayers de raiz oriundos dos primeiros eventos da Comicon, do Star Wars, do Star Trek e do D&D. Confira alguns dos Vintage coslayers:

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Senhor dos Anéis Combina Com Mangá? Sim ou Claro?

Art Noveu de John Dyer Baizley.

Você talvez nunca tenha ouvido falar da moderna banda de metal progressivo Baroness:

Mas nós vamos expor hoje não o trabalho da banda que ele participa como guitarrista, mas o seu trabalho de arte e tatuagem inacreditáveis de tão belos, que remetem ao art noveau europeu e a artistas como Egon Schiele e Mucha. Conheça um pouco do belo trabalho deste versátil artista que está ilustrando muitas das capas das bandas de metal alternativo e underground:


A arte atrevida de Jan Saudek.

Se vocês escutaram um pouquinho do Grunge nos anos 90 devem lembrar desta capa:

Este é um dos trabalhos de um dos mais inventivos fotógrafos de todos os tempos: Jan Saudek. Nascido no seio de uma família judaica na República Tcheca. Sua família foi perseguida durante a Segunda Guerra e muitos de seus parentes morreram em campos de concentração. Seus primeiros trabalhos vieram logo depois do período pós-guerra, trabalhando com uma câmera Kodac Baby Brownie.

Sua arte é profundamente influenciada pelo renascimento e artistas do realismo moderno. A exuberância de suas imagens remetem a mundos de fantasia, devido à técnica que ele usa, combinando pintura sobre fotografia em sépia, criando um efeito de tintas de muitos séculos passados:

Um de seus temas favoritos é a natividade, a passagem da infância para a adolescência e a passagem da adolescência para a vida adulta:

Mas o que mais caracteriza este autor é o seu erotismo, valorizando mulheres voluptuosas e jogos de nudez:

Quer saber mais sobre a vida (que é bem excêntrica) e o processo deste artista? Assista o documentário Jan Saudek, de 2007, que mostra tudo isso além das opiniões pessoais do autor:

Gustota vai virar herói dos fapeiros depois deste post.

O surrealismo de Vladimir Kush

Saudações, caríssimos leitores!

Hoje vamos falar um pouco sobre arte, em especial o um movimento artístico que se iniciou nos anos 20, em Paris, chamado Surrealismo.

Este tipo de expressão artística procura realçar o papel do subconsciente nas manifestações criativas. Suas características estão ligadas ao abstrato e ao ilógico, indo além do que é racional, expressando as criações do subconsciente e dos sonhos. Nomes como Salvador Dalí e René Magritte se tornaram referência a este tipo de arte e serviram de inspiração para outros artistas do gênero.

Um desses artistas é Vladimir Kush, um pintor russo, grande admirador de Dalí, que utiliza do realismo de metamorfose, um estilo surrealista onde elementos distintos se transformam em outros com sentidos diferentes.

Suas obras são geniais, não só pela forma que se expressa e utiliza elementos simbólicos, mas também pelas cores e pela sensibilidade.

Confira abaixo algumas das obras deste artista que, para mim, é um dos melhores do estilo.

 

 

Aquele abraço.

Hunter Thompson + Franz Kafka? Só pode ser maravilhoso!

O que você espera de uma propaganda para uma livraria Neozelandeza que reverte 100% de seu lucro em caridade? Algo bem assim, não é?

Só que não. A Goodbooks International  criou uma animação sensacional combinando a Metamorfose de Kafka com Medo e Delírio em Las Vegas de Thompson.

Duas obras sensacionais juntas, e você não as conhece?

Conheça então:

A Metamorfose de Kafka.

Medo e Delírio em Las Vegas de Hunter Thompson.

Melhor que este vídeo lisérgico, só se tivesse a narrativa de Will. Shatner!

Gustota quer ser Hunter Thompson quando crescer.

Passado, Futuro e a Arte da Fotografia II

Olá meus queridos!!!

Há um tempo atrás foi apresentado a vocês um trabalho super legal envolvendo a recriação de fotos antigas, o trabalho era feito a partir de fotos antigas em que cenas eram recriadas. Quem não viu o post pode conferir aqui.

Acontece que eu encontrei um outro trabalho fantástico de fotografia, desta vez feita pelo alemão Sergey Larenkov, ele tem um projeto em que mescla fotografias da época da Segunda Guerra Mundial com fotografias atuais dos mesmos cenários, tiradas no mesmo ângulo e tudo mais. O foco maior é a cidade de Berlim mas ele também retratou outras cidades da Alemanha, Polônia, além de Viena, Paris e Moscou. É incrível ver como alguns cenários permanecem quase intactos enquanto outros tiveram mudanças bruscas, mais uma vez a guerra é retratada de forma diferenciada, mostrada com um olhar especial. As imagens são dotadas de uma sensibilidade única, um olhar que só um artista com talento e poder de observação incríveis poderia ter.

Vale muito a pena visitar o site do artista, aqui vão algumas das imagens que ele criou!

Banksy e King Robbo, a guerra do Graffiti.

O nome Banksy virou sinônimo de arte subversiva e questionamento da indústria cultural. Sua obra chamou a atenção do mundo, como o seu mural na Faixa de Gaza, aliando graffiti com questionamento político:

Seu documentário, Exit Trough the Gift Shop questiona toda a lógica da comercialização artística, misturando fatos reais com ficção ao criar a figura do Mr. Brainwash, e inclusive concorreu ao Oscar em 2011:

Outros fatos chamam a atenção para Banksy, porém. Um deles é a notável disputa que ele e King Robbo, um dos graffiteiros mais antigos de Londres travaram. King Robbo criou um dos graffitis mais antigos da cidade, no túnel de Camden em 1985, local cujo único acesso é através de barco:

Em 2006, a assinatura foi “estragada” por outros Graffiteiros:

Em 2009 Banksy entra na história  após receber críticas de Robbo no livro London Hands Styles e cria um stencil “desmanchando” a obra:

Robbo abandona aposentadoria e manda sua resposta para o Banksy poucas semanas depois:

Banksy segue a provocação de Robbo e continua com a disputa meses depois:

Alguns meses depois. Robbo simplesmente apaga o “fuc” e deixa como está:

Depois alguém apaga o graffiti passando tinta preta por cima. Não se sabe se foi a prefeitura ou outros graffiteiros:

Mais alguns meses depois e uma nova resposta de King Robbo:

Outra parede preta vem logo depois, dessa vez provavelmente por graffiteiros simpáticos a Banksy:

Em 2011, Banksy cria uma obra completamente nonsense na parede:

King Robbo pinta a parede de preto, pronto para uma retaliação. Porém, ele entra em coma antes de conseguir acabar a obra:

Sete meses depois, Banksy cria uma homenagem a Robbo reproduzindo o Graffiti original:

Logo em seguida, no final de 2011, partidários de Robbo passam a denegrir Banksy e sua homenagem:

Banksy responde com elegância e é rechaçado:

Artes de rua de Banksy são atacadas por graffiteiros  partidários de Robbo e a guerra continua:

Achei tão fascinante (quase cinematográfica) a disputa entre Robbo e Banksy. A pergunta é a mesma que envolve tudo com o nome de Banksy: o que é verdade, o que e mentira nessa história toda? Será que Banksy estava disputando com Robbo ou dando uma nova vida à carreira de Robbo? Será que Banksy perdeu de fato os valores de graffiteiro e está entrando no mundo da arte sem subversão? Teria ele, com toda essa brincadeira, dado armas aos seus críticos para destruírem suas obras sem aviso? Controverso ou não, Banksy é o único que consegue transformar o graffiti em um debate sobre arte no mundo.

Saiba mais spbre essa briga neste documentário:

Eletrocutando a cara com música: tem coisas que só um japonês faz por você.

Daito Manabe é japonês, está na internet e faz sucesso. Esta conjugação de fatores já é suficiente para garantir ou um desempenho estupendo em algo extremamente complexo ou uma experiência traumática. Não sei dizer ao certo em qual das duas opções Manabe se encaixa,  tendo se auto-denominado um bio-artista, ele utiliza de eletrodos ligados à sua face com choques sincronizados às batidas de uma música eletrônica. Os choques causam espasmos nos músculos em sincronia com a música e o resultado pode ser algo definido como “tragicômico”.

E qual o objetivo disso, afinal? em entrevista à revista Vice, Manabe afirma que adoraria representar emoções humanas de forma artificial, como alegria, tristeza e ódio. Por que ele faz isso:

Por que ele testa em seus amigos:

Por que leva a balada para o céu da boca:

E por que ele joga Gameboy com o rosto:

São os enigmas de sua arte biológica/eletrônica.

Se você achou confusa a arte experimental de Manabe, vale lembrar que ele foi criado na mesma cultura que exportou este filme para o ocidente:

Saiba Mais sobre Daito Manabe em seu site oficial.

Gustota irá para o Japão um dia. Não sabe se voltará com vida (ou sanidade) de lá.