Arquivo mensal: janeiro 2013

Segunda-Feira de Mulherzices – Retrospectiva

Boa Tarde e Boa Segunda Feira!

Estavam com saudades do Senshi? Tenho certeza que sim! Se não estavam finjam que sim pq a gente é carente!

E estamos em mês de aniversário do SENSHI!!!  \o/

Como recordar é viver, vamos celebrar nosso primeiro aninho de vida revendo alguns dos posts mais marcantes de 2012, que tal?

Primeira segunda do ano, Senshi de volta das férias e, como toda segunda, hoje é dia de Mulherzices!

Ano passado um os posts mais legais da coluna, talvez o mais polêmico, foi o que colocou em pauta a utilização ou não da pílula anticoncepcional masculina. Tivemos muitas respostas tanto positivas quanto negativas quanto a esta proposta e foi ótimo estar em contato com os leitores e saber a opinião geral.

Pra quem leu, está aí para ler de novo! Para quem não leu ainda, ta aí também!

Leiam, compartilhem e nos dê a sua opinião, independente se favorável ou contrária!

A pauta de hoje é um tanto delicada mas é um assunto que precisa ser abordado abertamente e há muito tempo vem sendo neglicenciado, trata-se da influência do machismo e do feminismo (nesse caso do feminismo) na sociedade atual, mais especificamente na interferência destes movimentos na ciência. Desde a revolução feminista com o advento da pílula anticoncepcional cabe quase que totalmente à mulher se precaver com o que diz respeito aos métodos contraceptivos, a camisinha surgiu para ajudar nessa tarefa e dar um pouco mais de responsabilidade aos homens mas, principalmente dentro de relacionamentos estáveis, quando a mulher toma pílula a camisinha é descartada com uma facilidade enorme. Acontece que isso faz com que as mulheres tenham além da responsabilidade um grande poder ( Tio Ben é vc?). A mulher pode simplesmente parar de tomar os comprimidos e o parceiro nunca vai saber aí dentro de em média 3 meses pow, gravidez.  Infeliz e vergonhosamente não é difícil achar por aí mulheres que se aproveitam desse poder pra engravidar sem que os parceiros estejam 100% de acordo e mulheres fazem isso pelos mais diversos motivos.

Os hormônios agem no corpo da mulher com uma ferocidade muito maior do que nos homens, é cientificamente comprovado as alterações nos hormônios femininos provocam muito mais efeitos colaterais do que os hormônios masculinos, ta aí a tpm que não me deixa mentir. Homens e mulheres possuem ciclos hormonais ao longo do tempo mas nas mulheres as variações de ciclo se tornam mais evidentes, por este motivo que muitas mulheres não se sentem bem ao tomar pílulas anticoncepcionais, certas concentrações hormonais provocam grande mal estar, tonturas, náuseas, alterações de peso, humor e até problemas cardíacos nos casos mais graves. Algo que poderia ajudar neste quadro e facilitar um pouco a vida das mulheres seria uma pílula anticoncepcional masculina. E ela existe e funciona.

Explicando: desde os anos 70 existem estudos a respeito de pílulas masculinas que funcionariam basicamente de duas formas, inibindo a produção de espermatozoides ou infertilizando os espermatozoides produzidos. Parando de tomar a pílula o efeito se reverte, da mesma forma que acontece com as pílula feminina. Existe um médico brasileiro chamado Elsimar Coutinho que trabalhou com equipes de cientistas de várias partes do mundo e conseguiu criar uma pílula que garante certa de 92% de eficiência, pouco a menos do que a feminina que é de 97%, porém com muito menos efeitos colaterais. Esta pílula é produzida e se tornou um dos grandes aliados no programa de controle de natalidade na China, vem sendo utilizada há quase 20 anos. Agora a pergunta, onde está esta pílula que não chegou ao conhecimento geral? Falta de interesse dos laboratórios e rejeição em massa por parte de movimentos feministas mundiais.

Em um congresso mundial estavam presentes autoridades políticas e sociais e representando a ciência estava Elsimar Coutinho, ele mostrou o projeto e foi quase linchado, a ponto de ter que sair pelos fundos. Sabem qual a justificativa dos movimentos feministas? Que o homem não deveria tomar esse tipo de medicamento porque compete às mulheres a decisão de ter filhos ou não. Minha reação imediata a essa justificativa foi “e onde diabos fica o direito do cara de decidir se quer ter filhos ou não?” Quer dizer que o movimento feminista só defende direitos iguais quando é conveniente, isso? O homem não pode ter a opção de utilizar um método contraceptivo de sua escolha?

Olha, não vou cuspir no prato que eu comi, sei que se tenho acesso a estudo, mercado de trabalho e muitos dos direitos como cidadã eu devo aos movimentos feministas que lutaram e queimaram sutiãs por mim, só que nesse caso o feminismo foi egoísta e ignorante, estão fazendo exatamente o que fizeram conosco durante séculos, tirando a possibilidade de escolha. Elas justificavam que seria muito fácil os caras usarem isso como desculpa pra transar sem proteção e deixar a mulher com as consequências. Ora isso já acontece hoje! Com lábia e o tonta certa muitos caras já fazem isso facinho. É uma questão de ética, de caráter e moral, a existência ou não da pílula não mudaria isso. E onde fica a ética daquela mulher no início do post, que usa uma gravidez pra prender um cara, tentar salvar casamento, golpe da barriga e tantos outros usos? Não seria a hora de discutir a ética dela diante do parceiro também? Com essa rejeição de grupos feministas muitas partes do mundo, inclusive o Brasil que já tinha um laboratório na Paraíba pronto pra produzir o remédio, as pílulas masculinas foram deixadas de lado. Sei que a China já adotou o método há muitos anos, pesquisei mas não encontrei notícias sobre outros locais que a utilizam. Achei a iniciativa inovadora, apesar da ideia já ser antiga, é prática e que poderia facilitar a vida de muitos casais. O homem poderia tirar um pouco do peso das costas da parceira o que faria um bem danado a muitos relacionamentos por aí. Que tal parar e pensar um pouco no assunto?

Enfim, eis um vídeo com a entrevista do cientista Elsimar Coutinho em que ele conta um pouco da luta e das experiência dele trabalhando nesse projeto.

Todas as opiniões expressadas nesse texto são estritamente pessoais.

 

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