Segunda-feira de Mulherzices: Violência contra a mulher

Olá galera leitora, na boa?

Vocês já perceberam que há alguns posts, o Mulherzices vem abordando temas mais sérios. E nessa nova onda, o assunto de hoje é literalmente algo que dói: violência contra a mulher.

Alguma de vocês conhece alguma moça que sofreu agressão física ou psicológica partindo do namorado, marido ou sei lá quem? Você já foi agredida?

Não raramente nos deparamos com notícias tristes sobre mulheres que são violentadas e mortas por seus “companheiros”. Violadas e humilhadas seja por uma palavra ou por um tapa. As justificativas para atos assim variam do ciúme até um prato do jantar que não estava bom. É difícil medir o que dói mais, se a humilhação ou o sangue no rosto. Penso que a medida de dor para uma situação assim é quase impossível e buscar uma explicação para tentar compreender o motivo pelo qual tantas mulheres permitem ser ultrajadas e violentadas (física, mental e emocionalmente) não é tarefa das mais fáceis. E longe de mim tal pretensão. O que me importa nesse exato momento é chamar a atenção das leitoras do Senshi para uma situação desagradável que cresce proporcionalmente ao silêncio das agredidas e de todos os amigos e familiares ligados a elas.

Dados do Anuário das Mulheres Brasileiras de 2011, divulgado pela Secretaria de Políticas para as Mulheres mostraram que quatro entre cada dez mulheres brasileiras já foram vítimas de violência doméstica. Muitas das agredidas afirmam ter medo de denunciar os parceiros, por medo da retaliação, outras afirmam que seu silêncio se justifica no fato de que a figura do homem é que leva sustento para casa e para os filhos, se caso estes forem presos, ela e os filhos não terão condições de sobreviver e podem até mesmo perder o lugar onde moram. Há aquelas que dizem não denunciar pela vergonha que a situação pode gerar entre colegas de trabalho e outros familiares. Outras dizem que “as coisas irão mudar”; “ele prometeu fazer de novo”; “ele disse que me ama”; “ele me mandou flores”.

Fato é que independente de classe social, muitas e muitas mulheres são agredidas, por palavras, por socos e pontapés. Todas essas tem sua dignidade ferida. A violência a elas imposta em nada se justifica. Aliás, a violência imposta a qualquer pessoa nunca se justifica. 

Sabe-se, sem que seja necessária nenhuma pesquisa ou relatório de políticas públicas sobre o assunto, que a cada denuncia abafada pelo medo, os agressores se fortalecem e batem com mais força. Em alguns casos, quando se cansam de bater e ofender, tentam matar. A Agência Patrícia Galvão aponta diversos dados referentes ao tema,  bem como diversos outros que versam sobre a mulher e as ações em defesa das mesmas, no Brasil e no mundo.

O site aponta que:

  • Seis em cada 10 brasileiros conhecem alguma mulher que foi vítima de violência doméstica.
  • Machismo (46%) e alcoolismo (31%) são apontados como principais fatores que contribuem para a violência.
  • Duas em cada três pessoas atendidas no SUS em razão de violência doméstica ou sexual são mulheres; em 51,6% dos atendimentos foi registrada reincidência no exercício da violência contra a mulher.

Existe uma central de atendimento em âmbito nacional, chamada Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 – que funciona 24 horas por dia, de segunda à domingo, inclusive feriados. A ligação é gratuita. O site Portal Brasil,  vinculado ao governo federal oferece algumas informações também.

É importante denunciar as agressões. Mesmo que haja medo, já existem programas de amparo a mulher. Podem não ser 100% eficazes, mas existem. E imagino que nenhuma solidão pode doer mais que a dor da dignidade ofendida. Nada é mais cruel que ter sua integridade física violada.

Se você conhece alguma moça que passa por essa situação, convença-a denunciar. Se você sofre com isso, liberte-se. Denuncie. Respeito é bom e todo mundo gosta. Violência não justifica nada.

Espero que tenham gostado, apesar de ser um tema triste.

Abraços a todas e até a próxima.

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Publicado em 05/11/2012, em Mulherzices. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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