Arquivo mensal: março 2012

Sexta-feira Hipster – As bandas que só o Quentin Tarantino conhece.

É de consenso geral que o Tarantino é um dos mais criativos diretores da nova geração (quiçá de todos os tempos). Ele é conhecido por seus traços característicos, tais como a extrema violência que beira ao ridículo ou cômico, os diálogos verborrágicos e geniais, a colagem de referências alheias da cultura pop que resultam em filmes originais, além das referências Tarantino também é conhecido por reviver a carreira de astros esquecidos como John Travolta e David Carradine.

Mas não é só isso, outra característica de Tarantino é a de redescobrir músicos obscuros e alçá-los à fama com os seus filmes. Já que o gajo conpletou 49 anos terça-feira (27 de março) vamos homenageá-lo com músicas que compõe seus filmes, escolhidos à dedo de sua discoteca particular:

1- Reservoir Dogs:

O Stealers Wheel era uma banda de folk-rock escocesa aos moldes do som de Van Morrison. Eles fizeram algum sucesso na década de 70 com o hit “Stuck in the middle with you”, para depois cair no esquecimento. Com o filme Cães de Aluguel de 1992, o maior hit da banda voltou às paradas de sucesso e aos integrantes voltaram com alguma sobrevida. O som é bacaninha, bem impróprio para as desventuras violentíssimas dos gângsters de codinomes coloridos.

2- Pulp Fiction:

Urge Overkill é o modelo típico de “one hit band”. Mas a música é ótima, e é muito difícil ouvir a música e não imaginar os pés da Uma Thurman e as danças características do John Travolta. A música do trio de Chicago na verdade é um cover de Neil Diamond escrito em 1967.

3- Jackie Brown.

Jackie Brown é um pastiche do estilo “blaxpotation”, logo deve vir carregado com o melhor da soul music. Esta banda da Filadélfia fez imenso sucesso durante a era da valorização do soul e da disco, nos anos 60 e 70.

4- Kill Bill.

Não ficaremos com uma, mas duas, jpa que temos dois filmes:

Quem diria que a filha do Frank Sinatra poderia cantar tão bem, de forma tão introspectiva e profunda? Provavelmente esse foi o questionamento que fez Tarantino apresentá-la para as novas gerações com seu Kill Bill de 2004.  A música define o filme.

E para o confronto entre duas assassinas treinadas… disco music? Santa Esmeralda fazia disco music com elementos do Flamenco nos anos 70 e eram também “one hit band”. O confronto entre O Ren Ishi e a noiva ressuscitaram esta empolgante canção:

5- Death Proof.

Tarantino nos apresenta esta sensacional (e obscura) cantora indie da década de 90 em seu pior (na minha opinião) filme. April March tem um som que lembra algo de rockabilly com um pouco do pop francês dos anos 60. A cantora hoje em dia é animadora, tendo trabalhado inclusive no desenho Ren & Stimpy.

7- Inglorious Bastards.

Música do David Bowie já famosa nos estados Unidos por ser trilha do filme Cat People (traduzido aqui no brasil com o horrível título de A Marca da Pantera). A música ganha uma nova leitura co a situação dos nazistas no cinema e a resistência judaica. Ótima música para um (dessa vez) ótimo filme.

E para encerrar, um comercial japonês sem-sentido de Quentin Tarantino. Por que um comercial sem-sentido de Quentin Tarantino? Porque esse blog não precisa fazer sentido, oras!

Gustota Gosta da teoria do Like A Virgin do Tarantino:

Continuação de Watchmen?

Uma continuação de Watchmen, isso é verdade? Sim e não. A verdade é que serão lançadas algumas revistas inéditas envolvendo os personagens e o universo da HQ, porém, as histórias irão se passar antes dos acontecimentos da obra original.

Vamos aos detalhes. A minissérie de 12 edições escrita e desenhada por Allan Moore e Dave Gibbons, Watchmen, foi publicada pela DC Comics entre 1984 e 1985 e é considerada até hoje a melhor revista em quadrinhos já feita, sendo a única a ganhar um Hugo Awards, o maior prêmio de literatura do mundo. Desde seu lançamento, o escritor da obra, Allan Moore, tem desavenças com a DC e seu antigo colega de trabalho, Dave, quanto à utilização de imagem e direitos autorais da obra.

A DC Comics, aproveitando sua reestruturação, resolveu aproveitar o sucesso da consagrada HQ e lançar novas minisséries envolvendo cada um dos personagens. Serão 7 minissérie e um epílogo denominados de Before Watchmen, onde serão contadas histórias sobre o passado de cada um deles. A produção desta nova série tem apoio de Dave Gibbons que disse que “A série original é a historia completa que eu e Alan Moore queríamos contar. Entretanto, aprecio as razões da DC para essa iniciativa e o desejo dos escritores e artistas envolvidos em homenagear nosso trabalho”. Entretanto, o pai da HQ original, Allan Moore, não foi nem um pouco favorável a situação, segundo o que ele disse ao jornal New York Times  “é um projeto sem-vergonha. Isso só confirma que eles ainda são dependentes das idéias que eu tive há 25 anos” e ainda completa “não quero dinheiro. O que quero é que isso não aconteça. Pelo que lembro, não houve muitas seqüências de Moby Dick”.

Além disso, o autor chegou a propor um boicote de suas próprias obras para aqueles que comprarem esta nova saga:

Se você é um leitor que só quer ver seus personagens prediletos eternamente à sua disposição e não dá a mínima para quem os criou, provavelmente você não é o leitor que eu quero. Tenho um respeito imenso pelo meu público. Sempre que encontro estas pessoas, presumo que seja gente inteligente, com escrúpulos. Mas quem quiser comprar esses prelúdios de Watchmen estará me fazendo um grande favor se parar de comprar minhas outras obras. É obvio que não tenho como controlar isso. Mas espero que você não vá querer comprar uma HQ sabendo que o autor tem desprezo total pela sua pessoa. Espero que isso baste.

Moore sempre foi contra a qualquer adaptação de seus trabalhos. Ele mesmo afirmou que não assistiu as produções cinematográficas de suas obras, como V de Vingança, Do Inferno, A Liga Extraordinária e o próprio filme de Watchmen, no qual abriu mão de seu cachê, repassando-o para Dave.

Enfim, mesmo com toda revolta do mestre Moore a DC vai lançar, ainda este ano, Before Watchmen, para alegria de uns e tristezas de outros. Confira as capas abaixo:

Aquele abraço.

O surrealismo de Vladimir Kush

Saudações, caríssimos leitores!

Hoje vamos falar um pouco sobre arte, em especial o um movimento artístico que se iniciou nos anos 20, em Paris, chamado Surrealismo.

Este tipo de expressão artística procura realçar o papel do subconsciente nas manifestações criativas. Suas características estão ligadas ao abstrato e ao ilógico, indo além do que é racional, expressando as criações do subconsciente e dos sonhos. Nomes como Salvador Dalí e René Magritte se tornaram referência a este tipo de arte e serviram de inspiração para outros artistas do gênero.

Um desses artistas é Vladimir Kush, um pintor russo, grande admirador de Dalí, que utiliza do realismo de metamorfose, um estilo surrealista onde elementos distintos se transformam em outros com sentidos diferentes.

Suas obras são geniais, não só pela forma que se expressa e utiliza elementos simbólicos, mas também pelas cores e pela sensibilidade.

Confira abaixo algumas das obras deste artista que, para mim, é um dos melhores do estilo.

 

 

Aquele abraço.

Hoje Tem Marmelada?

Olá Queridos!

Eis que dia 27 de Março foi celebrado o Dia do Circo!

Eu sou bem suspeita pra falar de circo pois sou fascinada desde criancinha, meu primeiro contato com circo foi com cerca de 4, 5 anos em um desses circos intinerantes que viajam interior afora. Lembro-me perfeitamente que, logo no primeiro contato, eu já fiquei encantada com tudo de lindo que eu via, adorei os palhaços, as bailarinas que me pareciam fadas, os trapezistas que saltavam do que eu imaginava ser a maior altura do mundo e finalmente um felino gigante que eles tinham, não sei qual era, só sei que aquele ‘gatão’ encheu minha imaginação infantil por muitas noites… E o melhor ainda estava por vir, o último número era de mágica. Como meus olhos brilhavam, a fumaça dava um ar de mistério, a voz grave e a luz baixa deixavam o clima com um suspense quase palpável e finalmente o rufar da bateria e a revoada de pássaros. Nunca me esqueci desse dia e desde então o encanto pelo circo sempre esteve presente.

Hoje o circo se misturou com outras artes, muitos músicos incluem referencias circenses aos seus trabalhos, no Brasil o trabalho mais em evidência é o da trupe do Teatro Mágico que através da música independente traz elementos circenses, poesia e teatro em suas produções.

Mas é impossível falar em circo sem falar do Cirque du Soleil. O circo mais famoso do mundo foi criado em 1984 por ex-artistas de rua e conquistou o mundo, já ganharam dezenas de prêmios e seus artistas são consagrados, os espetáculos viajam o mundo inteiro além dos shows fixos espalhados pelo globo. Simplesmente incríveis os espetáculos são marcados pelas coreografias executadas com perfeição o toque de teatro e a trilha sonora são as cerejas do bolo. Tentei (juro que tentei) separar alguns momentos pra deixar aqui mas é tanta coisa linda que não consegui descartar nada, que tal assistir aos espetáculos completos?

Se não tiver com tempo você pode baixar do youtube, todo mundo tem um programinha que faz isso né?

Enjoy

Beijos e até a próxima!

Segunda-Feira de Mulherzices – 10 Coisas Inventadas Por Mulheres Que Você Provavelmente Não Sabia

Kevlar


avatarStephanie Kwolek 
inventou um resistente material sintético, patenteado em 1966, que é cinco vezes mais forte do que o mesmo peso de aço: o Kevlar. Ele é usado principalmente na fabricação de coletes à prova de balas e também em pneus, pastilhas de freio, cabos de pontes suspensas, capacetes, equipamentos de camping entre outros.

 

 

Limpador de Parabrisas

avatarEm um dia chuvoso, durante uma viagem em Nova York, Mary Anderson percebeu que os motoristas eram obrigados a descer do carro diversas vezes para limpar a neve. Foi então que em 1903 ela teve a ideia de criar um dispositivo capaz de retirar a chuva e a neve do para-brisas.

 

 

Corretivo

avatarBette Nesmith Graham trabalhava em uma empresa como secretária, quando ela cometia erros na máquina de escrever era obrigada a reiniciar todo o processo, o que atrasava muito seu trabalho. Por conta disso, tentou por diversas vezes elaborar uma substância branca que secasse rapidamente no papel para corrigir os textos. Em 1967 ela conseguiu chegar à fórmula perfeita e ficou milionária.

 

 

Orelhão

avatarCriadora do projeto mobiliário urbano mais conhecido do Brasil, o orelhão, a arquiteta Chu Ming Silveira nasceu em Shangai, mas foi naturalizada brasileira. O primeiro orelhão surgiu em São Paulo em 1970. Depois de dois anos os orelhões foram instalados nas vias públicas de São Paulo e no Rio de Janeiro.

 

 

Lava Louças
avatarJosephine Cochran era uma socialite que adorava oferecer jantares glamorosos e que não estava nada satisfeita em ter sua riquíssima louça, muitas das vezes, quebrada pelos funcionários. Isso a levou a inventar a primeira máquina de lavar louças em 1886.

 

 

 

Serra Circular
avatarTabitha Babbitt trabalhava com tecelões e durante o serviço observou que para cortar a madeira era preciso dois homens, um para puxar a serra para frente e o outro para puxar para trás. A fim de poupar esforços de seus amigos de trabalho ela decidiu criar a serra circular em 1813.

 

 

Sacos de papel de fundo quadrado

avatarA princípio o saco de papel não era tão eficiente para carregar coisas, o fundo era bem semelhante ao de envelopes. Até que em 1871 Margaret Knight inventou uma nova forma de dobrar o fundo do saco, deixando ele quadrado. A nova base possibilitou distribuir melhor o peso e assim carregar mais coisas.

 

 

 

Fraldas Descartáveis
avatarMarion Donovan, uma mãe inconformada com a trabalheira das fraldas de tecido, decidiu criar uma cobertura plástica para que os bebês não ficassem frequentemente molhados. A ideia foi sendo aperfeiçoada até ser patenteada em 1951.

 

 

 

Sutiã
avatarMary Phelp Jacob tinha comprado um vestido para ir a uma festa à noite, na época a única roupa de baixo era um espartilho rígido. Ao ver que a peça ficava sobrando no vestido ela elaborou o primeiro sutiã, usando dois lenços de seda e uma fita. O primeiro sutiã moderno foi patenteado em 1913.

 

 

Hidrômetro

avatarPor volta de 400AD um dos nomes mais respeitados da matemática, astronomia e filosofia, Hypatia de Alexandria, inventou o hidrômetro, instrumento que mede o volume de água e é usado até hoje.

 

 

 

E aí? Sabia alguma?

Até a próxima!

 

 

Sexta-feira Hipster – Los Hermanos inventaram o Hipster brasileiro?

Pois é, estes são os pôsteres dos shows da turnê dos Los Hermanos pelo Brasil afora neste ano. Estes pôsteres conceituais mostram uma banda que criou ao longo dos anos uma identidade singular que não permite meio-termos: Ame-os ou deixe-os. Mas por que a banda de Marcelo Camelo e Rodrigo Amarante gera tanta polêmica? Qual a questão, afinal?

Ô Anna Júlia

Todos conhecemos a história: Estudantes da PUC do Rio criam uma banda “just for fun” e se destacam pelo talento. Lançam um disco por uma grande gravadora flertando com o Ska, o hardcore e ritmos tradicionais do carnaval, como as marchinhas e o frevo, sãoextremamente bem-sucedidos em sua proposta e o álbum apresenta excelentes músicas como a Pierrot:

A superexposição porém, veio com a música menos característica do estilo, a Anna Júlia, música meio Jovem Guarda, meio Weezer:

E quem tem mais de 20 anos certamente lembra muito bem toda a polêmica que esta canção gerou, de capa da Capricho à cover de George Harrison (o melhor dos Beatles):

Não porque nem sempre.

A partir do Bloco do Eu Sozinho os Los Hermanos romperam com seu antigo estilo e seus antigos fãs para unir ritmos como Bossa Nova, MPB e um pouco de Indie rock inglês em suas novas composições. Passaram a tocar em lugares menores e mais selecionadas garimpando uma nova audiência. E esta nova audiência correspondeu de forma fervorosa, especialmente depois do álbum Ventura de 2003. Basta assistir à gravação do show no Cine Íris para compreender isto:

O fanatismo gera evidentemente uma defesa apaixonada dos fãs à banda, fenômeno parecido com o dos antigos fãs do Legião Urbana e do Engenheiros do Hawaii. São poucas as bandas boas de rock, e são pouquíssimas as que conseguem criar um mundo próprio só delas, com indumentárias próprias, jeito de falar próprio e, porque não, filosofia de vida própria. Os Hermanos criaram (ou talvez reproduziram, a seus moldes) um mundinho intimista, de um jovem de classe média retrô sensível, com aquela vibe do curso de ciências humanas e até algo de mambembe (sabe-se lá qual a relação, mas tem algo ali).

E aí que mora toda a crítica de quem ataca a banda, a história do fã chato que coloca os músicos do pedestal e defendem eles de qualquer coisa, revoltando até mesmo os integrantes da banda.  Como por exemplo, nesta participação dos Los Hermanos tocando Anna Júlia no Faustão, no período de divulgação do Ventura:

Que gerou uma repercussão negativa entre os chatos fãs dos Los Hermanos, como neste comentário da época, no site oficial da banda:

De: Juliana (23 anos, Recife/PE)
Para :Bruno
Pergunta: Na verdade nao é bem uma pergunta, é mais um desabafo! Sei q essa historia de gravadora é chata pra caramba, quem manda é ela e tal. Mas sinceramente fiquei decepcionada com aquela apariçao bizarra de vcs no Faustao!!!!!! E acho q nao fui a unica, estou representando varios fãs desapontados! 😦 Depois de tantas coisas legais q vcs fizeram, ir pra Faustao pra cantar Anna julia foi PESSIMO!! O pior é q eu sei q vcs também acharam! Bom! É isso! espero vcs dia 30 aqui em Recife. Um beijao!

E a resposta de um dos integrantes, Bruno Medina:

Resposta do Bruno: Não fomos obrigados por ninguém a ir no Faustão, fomos porque achamos que seria uma boa oportunidade para a banda. Na verdade pensamos que ir ou não a um programa de tv não deveria importar tanto porque nada vai mudar no que somos ou o que fizemos a partir dessa experiência. Participar de um programa como o do Faustão significa levar nossas músicas e nossas opiniões para um grande público que é excluido naturalmente por não ter tv a cabo, onde aparecemos com maior frequência. Como diz o ditado não se pode fazer um omelete sem quebrar os ovos, portanto mesmo que não tenha sido a participação dos sonhos acho ainda sim que foi positivo. Muita gente confunde opinião com rebeldia, oposição ou postura. O Los Hermanos será o Los Hermanos em qq lugar que vá. Se ir ao Faustão significa para alguns ter menos afeto pela banda ou desacreditar tudo que já foi dito ou feito por nós, realmente só posso lamentar. Porque para revolucionar alguma coisa é preciso primeiro estar inserido nela. Ninguém ressalta o fato de que para alguns pode ter representado uma esperança ver uma banda como nós na Globo, num domingo no meio da tarde. Isso significa que vencemos e não que fomos vencidos. Pois se existe interesse em nossa banda por parte de um programa de grande audiência provamos para todos aqueles que duvidavam de nossa capacidade que somos sim uma banda viável.

Este tipo de atitude gera o imenso preconceito com os fãs da banda, que são criticados em inúmeras comunidades e são satirizados, como esta história do blog Adolar Gangorra: Como me fudi no show dos Los Hermanos. 

É inegável o impacto do visual e da vibe que os Hermanos remetem. Mesmo bandas com estilos musicais diversos ao dos músicos cariocas, como Móveis Coloniais de Acaju e Teatro Mágico,  bebem desta mesma fonte:

E claro, a jovem e até pouco tempo impúbere cônjuge de Camelo, Malu Magalhães:

A questão do hipster (ou indie) brasileiro é interessante.  Os Hermanos mudaram de estilo no segundo álbum no momento em que o hipster brasileiro estava formando a sua identidade. Eles tocavam em lugares pequenos, onde essa galera se reunia e buscava bandas para se identificarem, e na ocasião os Hermanos eram sem dúvida os melhores. O público undergorund é muito mais fiel e na consagração do terceiro álbum eles já tinham a banda como a melhor do rock. Camelo e Amarante certamente fizeram o caminho certo para criar um fenômeno. Se existem fãs chatos, foi porque eles os procuraram e geraram identificação com eles, e não os criaram. Talvez os músicos tenham adaptado um pouco do estilo para adaptar-se ainda mais a este público. como por exemplo no clipe conceitual ” O vento”:

E se muitas das bandas novas caminham nesse sentido e fazem sucesso, é porque estão em busca de ocupar a lacuna deixada por bons músicos.

A qualidade dos Hermanos musicalmente, é bem alta, independente da chatice em vigor. Vale acompanhar o trabalho da (ex) banda que ameaça voltar à atividade:

(Mas longe dos xiitas, por favor).

Datas dos shows de retorno:

  • 20 de abril: Festival Abril Pro Rock (Chevrolet Hall)
  • 21 de abril: Fortaleza, Barraca Biruta
  • 27 de abril: Manaus, Arena Amadeu Teixeira
  • 28 de abril: Belém, Cidade Folia
  • 05 de maio:  Brasília, Estacionamento do Ginásio Nilson Nelson
  • 06 de maio: Salvador, Concha Acústica do TCA
  • 07 de maio: Salvador, Concha Acústica do TCA
  • 10 de maio: São Paulo, Espaço das Américas
  • 11 de maio:  São Paulo, Espaço das Américas
  • 12 de maio: Porto Alegre, Pepsi on Stage
  • 13 de maio: Porto Alegre, Pepsi on Stage
  • 18 de maio: Curitiba, Festival Lupaluna (BioParque)
  • 19 de maio: Belo Horizonte, Chevrolet Hall
  • 20 de maio: Belo Horizonte, Chevrolet Hall
  • 21 de maio: Belo Horizonte, Chevrolet Hall
  • 24 de maio: Rio de Janeiro, Fundição Progresso
  • 25 de maio: Rio de Janeiro, Fundição Progresso
  • 26 de maio: Rio de Janeiro, Fundição Progresso
  • 27 de maio: Rio de Janeiro, Fundição Progresso
  • 31 de maio: São Paulo, Espaço das Américas
  • 01 de junho: São Paulo, Espaço das Américas
  • 02 de junho: Rio de Janeiro, Fundição Progresso
  • 03 de junho: Rio de Janeiro, Fundição Progresso

Obs: Os ingressos estão esgotados em algumas casas.

Gustota vai ouvir muito mimimi depois desta sexta-feria!

COMUNICADO!

COMUNICADO:

A Promoção Arzach de Moebius foi adiada devido ao baixo número de participantes. Iremos reformular a promoção e relançá-la em Maio. Para aqueles que participaram, pedimos as nossas sinceras desculpas. Iremos adicioná-los como participantes automaticamente no momento em que a nova promoção  for veiculada.

 

Coletivo Senshi.

Mais Um Show Publicitário, De Volta Para o Futuro e Mitsubishi

Parece que a história de relembrar filmes clássicos em propagandas automotivas vai virar moda, depois da recriação de várias cenas de Curtindo a Vida Adoidado pela Honda (que nós falamos aqui), foi a vez da Mitsubishi entrar na brincadeira, dessa vez utilizando cenas originais de De Volta Para o Futuro. Bora matar a saudade do Delorean?

Tatuagens Harry Potter

O que faz com que uma pessoa grave na pele uma obra?

Qual o sentimento que dá a força, que motiva alguém a homenagear um livro, um filme, uma música deixando-a eternizada na própria pele?

Sempre adorei tatuagens, pra mim toda tatuagem é válida e deve ser única e significativa pra quem a ostenta, como grande fã de Harry Potter quis trazer pra vocês algumas das tatuagens mais legais que encontrei sobre a saga.

Aos que acham que Harry Potter é literatura pra criança deixo um conselho. Leiam. HP é uma obra grandiosa e única, trata de questões que muito adulto desconhece principalmente a política, que é mostrada com riqueza de detalhes e faz referencias nem sempre sutis à nossa história. Não acredita?

Pense em um grupo de pessoas sob uma liderança forte e influente, elas acreditam fazer parte de uma raça superior, invadem territorios com o objetivo de escravizar e se possível eliminar em nome de seu sangue puro. Isso lembra alguma coisa? Pois é.

É indiscutível a influencia que Harry Potter teve para a nossa geração, foi a obra responsável por trazer muitos jovens de volta para as bibliotecas e despertar o interesse pela leitura que estava abandonado.

Devido a tanta importância não é difícil encontrar pessoas que escolhem marcar na pele seu amor pela obra, as mais comuns são as referencias às relíquias da morte, o triângulo o círculo e a reta estão na pele de muita gente. Pra quem não sabe, existe uma lenda que conta a história dos símbolos:

“A história conta a lenda de três talentosos irmãos bruxos que enganaram a Morte. Os três usaram um feitiço para criar uma ponte e assim poderem atravessar em segurança um rio de forte correnteza. Porém, antes de terminarem a travessia, uma figura encapuzada apareceu diante deles, era a própria Morte. Ela estava irritada por não ter conseguido levar a vida dos três irmãos, destino comum aos que tentavam atravessar aquele rio. Porém ela, fingindo-se encantada com o feito dos irmãos, resolveu presentea-los com três desejos. O primeiro irmão, ambicioso, pediu a varinha mais poderosa do mundo, que pudesse realizar qualquer feitiço. A Morte aceitou o pedido e fabricou a poderosa varinha, dando-a ao primeiro irmão. O segundo irmão, querendo zombar da Morte, pediu algo que pudesse trazer os mortos de volta a vida. A Morte retirou uma pequena pedra do bolso e deu de bom grado ao segundo irmão, explicando que aquela era a Pedra da Ressurreição e que traria de volta a vida qualquer pessoa. O terceiro irmão, mais humilde, pediu apenas algo para que pudesse sair daquele lugar em segurança, sem que fosse seguido. A Morte, visivelmente contrariada com o pedido, retirou a sua própria Capa da Invisibilidade e a entregou ao terceiro irmão. A Morte foi embora e os três irmão seguiram assim seus distintos caminhos. O Primeiro Irmão voltou a uma pequena cidade e desafiou um antigo desafeto para um duelo. O adversário foi facilmente morto pela Varinha das Varinhas. Porém, um bruxo que tinha visto o duelo e ficado impressionado com o poder da varinha entrou no quarto do primeiro irmão à noite e cortou sua garganta, roubando a Varinha. E assim a morte levou o primeiro irmão. O segundo irmão usou a Pedra da Ressurreição para trazer sua antiga noiva de volta a vida. Porém, ela estava fria e triste, pois não pertencia mais a este mundo. Não aguentando o fato de estar tão perto de sua amada e mesmo assim não podendo viver a vida de felicidade que tanto sonhava, o Segundo Irmão teve como destino o suicídio. E assim a Morte levou o segundo irmão. Porém, por mais que ela procurasse pelo terceiro, ela não o encontrava, pois ele estava protegido sob a capa da invisibilidade. O terceiro irmão pode viver uma vida longa e feliz e só quando chegou a uma idade avançada, ele retirou a capa, entregando-a a seu filho mais velho. Assim, aceitou a Morte de bom grado, como uma velha amiga que veio fazer uma última visita. A História se espalhou pelo mundo bruxo e acredita-se que quem possuir os três itens simultaneamente, será o Senhor da Morte”

Populares, também, são os vários feitiços que aparecem na série sendo os mais comuns:

Expelliarmus: é um feitiço de desarmamento, pra mim é meio besta mas por ser o preferido do Harry acabou caindo nas graças dos fãs.

Lumos: Cria luz, simples mas com tanto significado…

Nox: Faz o oposto do Lumos, deixando os espaços na completa escuridão.

Expecto Patronum: Último e um dos meus preferidos, esse feitiço cria um patrono, guardião composto de energia positiva que, quando conjurado corretamente, encarna a forma de um animal prateado que é de aspecto único para cada bruxo que o conjura. Por ser feito de energia positiva, para conjurá-lo é preciso se concentrar em uma lembrança muito feliz em uma referencia a outra das minhas obras preferidas, Peter Pan!!! O garoto que não queria crescer só conseguia voar se tivesse pensamentos felizes (pense uma coisa bem boa que num instante você voa…)

Trechos dos livros também são fáceis de encontrar sendo o campeão esta frase, tirada de um dos diálogos mais famosos da saga, entre Dumbledore e Severus Snape, After all this time? Always. Não vou explicar o contexto desta porquê seria o maior spoiler de todos.

Ainda tem quem tatue os brasões das casas, os personagens, o raio na testa, pomo de ouro, vassoura, óculos, trechos inteiros dos livros, enfim…

Eu reuni algumas das que vi e achei mais legais, espero que tenham gostado!

Essas são bônus =)

Até a próxima =)

Quem te viu quem te vê, Ken Watanabe.